20100429

Masculino, feminino.



Inveja do falo

"Olá Laerte, como vai? Espero q vc esteja melhor da depressão profunda, pois infelizmente, pelo visto ela ainda não passou, né? Meu nome é Fernando, e estava eu ano passado na FLIP, quando fui trocar uma rápida idéia com seu filho Rafael depois da palestra dada por ele, onde perguntei de vc, se ainda duraria muito essa sua fase introspectiva, e ele não soube me responder... agora eu pergunto de novo: e VOCÊ Laerte? Sabe me dizer quando essa fase deprê/lunática vai acabar??? Não sei se vc lembra, mas escrevi pra vc há quase 3 anos reclamando das suas tiras, q estão muito, mas MUITO papo-cabeça mesmo, lembra? E vejo q absolutamente nada mudou desde lá, os “devaneios”continuam os mesmos... Inserir as “tiras- viagem”de vez em quando no jornal tudo bem, acho q é até válido pra dar uma quebrada no gelo, mas TODOS os dias, ao meu ver, já passou todos os limites do “haja saco”... e não falo da boca pra fora, já fiz uma enquete com muitas pessoas, e a maioria simplesmente não consegue entender o q vc quer dizer... muitas vezes pensei comigo: “poxa, será q EU é q sou tão burro assim?” mas concluí q não, suas tiras é q chegaram naquele ponto de criação em q as vezes nem o autor entende o q fez, saca? Mais uma vez suplico-lhe: será q já não é hora de dar um basta nessa seqüência “interminável” e voltar aquele estilo dos velhos piratas do Tietê? Vejo q vc está fazendo escola, e até outros grandes nomes das tiras na Folha, como Angeli, Fabio Moon e Gabriel Ba, estão te seguindo (como grande Guru q vc é), e tb entraram nessa seqüência de “viajens”intermináveis... pergunto PORQUE vc não pode voltar a fazer as velhas tiras simples e engraçadas como o impagável Gonzáles de níquel náusea? Ou o próprio Galhardo com Chico bacon? Por favor Laerte, seus fãs (como eu), imploram isso!!! Tiras de jornal tb foram feitas pra distrair e fazer rir, simplesmente isso... Volte a ser o velho Laerte q todos adoravam, deixe o limbo e venha para a luz novamente!!! Não quero nenhuma resposta daquele tipo “romance” de 2 páginas q vc me mandou da primeira vez, só peço para q vc reflita sobre isso q eu falei, ok?"

[...]

"velho velho velho velho velho velhoquer sentar no banheiro de novo
e cagar lendo a chiclete com banana
se comportando como um verdadeiro tiozão do pavênão é capaz de reconhecer a piadanem entregue, nem explicada
pior. não reconhece ser ele próprio,
fernando zarcão piada-pronta em forma de comentário
o brilhante imbecil
desprovido de talento e limpo
de qualquer depressão
como um pelé, um romário
laerton é levado nos ombros dos seus
pelo que faz em campo
já fernando zarcão leva uma caneta todo dia,um chapéu por minuto
será sempre um zagueiro de merda.
e a gente é obrigado a defender nossos pelés, romários
independente se eles enchem a cara antes dos jogos,
fumem no vestiário, comem travestis, etc"


fonte: http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/2010/02/cem-anos.html#comments

CAVALO, eu e o meu.

20100428

A coisa mais linda do mundo

é um documento novo no Word. A tela branca é a infinitude de possibilidades, é tudo o que pode ser criado e é todas as cores sobrepostas. O cursor piscando piscando como a ansiedade de se por no papel todas as aflições que levaram alguém a parar de repente, correr para o monitor e criar um novo documento. Naquele momento e até que seja digitada a primeira letra, aquilo é arte completa. Depois, o cuidado que se tem que ter é o de não piorá-la por demais.

20100427

desculpem a chatice, mas esse é o top do meu dia

"(...) Pois que eis aí a máquina midiática funcionando tal e qual um relógio! A realidade é uma noção coletiva, ou seja: de massa. Quando toda uma coletividade/sociedade/massa-populacional acredita piamente em alguma coisa, tal coisa se torna, para todos os efeitos, verdade (simulacro?); o delírio, o falso tomado como real é, bem ou mal, o contexto real de quem o vive. Lembrando, sempre, que o contexto é o que define o indivíduo. E são os indivíduos que criam a sociedade que cria o contexto que define o indivíduo. É notável que a partir do século XX com o advento do rádio e, posteriormente, da televisão, mídias absurdamente massivas (capazes de atingir a sociedade de cima abaixo), o poder de convencimento individual ganhou proporções homéricas: as mídias atingem a sociedade inteira, um a um e de uma só vez. Ou seja: estímulos individuais geram respostas massivas."

(<: dia grama :>)

<------------------>
 pegadas     passos

20100426

кино-поезд [kino-trem]

viagem-cinema, se não for



cinema-viagem, não existe por



cine-viadagem.




Pelo resgate mais que bem-vindo.

20100423

As minhas férias foram:

"A aproximação é sempre mais bela que a chegada."

Da visita à Albânia, levo no peito saudades profundas de seu povo, comida e bodegas cheias de ares brutos e gargalhadas gentis.

Do brilhante motorista que me acompanhou me lembrarei sempre, a cada "aurôra" que romper no céu.
Espero que sua bexiga já não esteja infestada de dinheiro, nem as ruas livres de seu humor.

20100421

Matemática

Tomemos x, x ∈ R.

x/0 = ∞ ⇔ 0x/0 = 0.∞ ⇔ x = 0.

Logo, qualquer número real é um produto entre zero e o infinito.

Ela estava em um corredor comprido demais,

e andava e andava até chegar a uma sala maior do que seu apartamento. Havia grama no chão e uma estátua grega e um homem negro sentado, fumando. Ela se aproximou e os dois começaram a conversar.
Quando tinha doze anos, Sara sonhou com o avô que morrera no ano anterior. Ela acordou sorrindo e pensou em ligar para ele até que a realidade veio e ela chorou por horas. A partir de então é que desenvolveu uma técnica para não mais confundir seus sonhos com realidades. Desde aquela noite, dormindo ou acordada, Sara sempre se pegava analisando a situação em que se encontrava e procurando elementos impossíveis, que denunciassem que estava sonhando. Em outra noite, sonhara que estava em um jantar de família e de novo o avô aparecera. Não era tão estranho que o avô estivesse lá, apesar de morto, porque nos sonhos essas coisas são simplesmente aceitas como verdade. Mas ela sabia que os jantares de família aconteciam sempre na casa de sua tia materna e que o avô desprezava essa tia desde 1992, quando ela se casara com um pintor ao invés de um advogado. Toda a família o havia tentado convencer de que a rixa era infantil e infundada, mas o velho nunca mais pisara na casa da filha, e foi a primeira vez em que a técnica de Sara lhe serviu para deduzir que a cena simplesmente não podia ser real.
Agora, enquanto conversava com o homem que nunca conhecera, Sara percebia que o tanto que ele sabia sobre ela mesma não era normal, e sua mente automaticamente começou a procurar elementos que denunciassem que a conversa se tratava de um sonho. Eles estavam no topo de uma colina impossivelmente alta, em um chalé de madeira com uma chaminé. A visão vertiginosa era um bom indício, mas foi o fogo aceso no verão que a levou a acreditar que nada daquilo era real. Depois ela percebeu que era fevereiro e que naquela época ela ainda estava em Araraquara, mas que o homem falava de coisas que só viriam a acontecer em São Paulo.
Isso é um sonho, ela disse, e o homem, que se chamava Marcos, concordou com a cabeça. Você não pode estar aqui, ela acusou. Marcos, porém, acendeu um cigarro e se sentou em uma poltrona velha e olhou para ela rindo. Não, ele disse. Essa é a minha casa, pelo menos em um certo sentido. Você é quem não pode estar aqui.
E então, ele acordou.

20100420

Pensamentos nobres.

Quem me dera o Gatorade tivesse feito tanto sucesso quanto a Coca-Cola, aí nossa geração seria conhecida como

GAROTADA
GATORADE

ou então:

"rápido, me empresta!"

Mas, porra!: a bicicleta era minha e não dela, e eu sabia que o freio novo e o pneu calibrado e tudo limpinho que demorou o final de semana todinho não ia...

"anda logo!"
"Sobe na garupa, doçura." e ela derretendo seu corpinho na minha ombridade, a gente pedalando, pedalando sem mais ver - fogo, lua, estrada, sangue, minha mão, a sua...

.
Nah, que bobagem.
Não.
Ela foi embora, sim, rebolando aquela saia xadrez linda feito uma máquina de puxa-puxa (que puxa!) em cima do selim, em cima do meu selimmmm...

Arre!, imbecil.

20100419

Pesquisa noturna

Ontem antes de dormir resolvi pesquisar qualquer coisa sobre o Rasputin.

Só descobri que há um pretenso pênis de trinta centrímetros dele num museu aí na Rússia.

Depois disso, prossegui com a leitura do 62 e pensei: meu paredro pode ser um membro?

E aí me deu vontade e eu resolvi que era pra levantar. Eu tentei, fiz força, ou, sei lá, queria só abanar aí, sacolejar, fiz toda a força do mundo. Enfim, não sei nem se a questão era levantar, talvez mais respirar, buscar a superfície ou alguma veia que pulsasse e me ajudasse. Foi tudo inútil e eu me senti um paquiderme inerte e vi que estava afogado, quase sem pêlos e exposto para quem quisesse ver.

Infinitos;

A cobra mordendo o próprio rabo deveria representar, dentre outras coisas, o infinito.

Mas se ela consegue se engolir, fica cada vez menor.

E menor.

 E aí acaba.

Tem coisas que só o Corinthians faz por você

PRÊMIO CENTENÁRIO DO CORINTHIANS: POESIA, CONTO E CRÔNICA


http://www.academiapaulistadeletras.org.br/Concurso_100_anos_do_Timao_-_Regulamento.pdf

"Parágrafo único: para fins de concessão deste prêmio, o inscrito deverá ter no mínimo 16 (dezesseis) anos e ser torcedor do Corinthians."

"O intuito do prêmio, além de revelar novos talentos, é o de captar possíveis olhares que a literatura venha a lançar sobre o Corinthians, fenômeno tão rico e complexo do esporte paulista e brasileiro."

20100416

Tentativa

PASSAGEM DAS HORAS.

“Oh, Mrs. Dalloway… Always giving parties to cover the silence!”, exclama Richard – poeta aidético. Enfrenta, além do vírus, a lenta e agônica passagem das horas de seus últimos dias; esperou muito, talvez, desse tempo emergir, como que do nada, um sentido. Em vão.

Richard é um trapo – corroído pela doença, pelas pílulas, pela depressão, enfim, pelo tempo. Não esconde a ninguém seu estado lastimável. Na verdade, supõe-se que poucos restaram com disposição para vê-lo: a felicidade absoluta, ou pretensão dê, é xenófoba, como se sabe. Porém, e quanto a “Mrs. Dalloway”? A nova iorquina editora de livros que se vê enredada em uma rotina extenuante, a fim de preparar uma festa para o poeta, que acabara de ganhar o maior prêmio a que poderia almejar (só porque era doente, dizia ele, sem pudor). “A vida de uma mulher em um dia”. Confiante, prática, ela inspira segurança nos que a cercam, até que o sentimento sísifico desabrocha – vale notar o minimalismo de Glass que dá o tom musical da obra. A repetição trágica do processo encaixa perfeitamente com suas composições -, haveria motivos para festejar? Talvez ele estivesse certo – o som dos festejos, abafando o silêncio de nós mesmos; da falta de sentido de nós mesmos.

20100415

Vader after dentist

Expectativas da semana

Aleluia!
Pró-atividade, empreendedorismo, abstinência
Telecoteco

20100412

Auxiliar taxonômico.

- Oh, meu, meu...amigo, não? Hô, hô, grau nesse estamos, já? Espero, espero, sim, sim! Clareio-me: transgredi, pois cá estou, e como, como....transgredi e transgrediste também, um e um aqui estamos, pois bem, quanto a você, amigo novo, não sei, mas transgredi também outrora. Li o não-liível, existe?, não, “legível” é mais apropriado, mas cá entre nós, que diferença faz se você meu amigo entender, não? Hô, hô, ficarei com “liível”. Li o não-liível e impublicável de um certo...bam-bam-bam-pinho, cotinho, junto-junto do adjunto, amigo d’Almeida! Triste e...vai-se a fé sem mais...sem mais orar com – e – sem – agá – (ele falou pausadamente, o protopadre), mas só apenas de metadinha, sim? Hô!

“Liível. Léveu. Nível. Fível!”, pensava Teófilo H. “Ah, bons tempos aqueles. E não é que Ulisses Pacheco mostra-se um doce?” Definitivamente, era já com outros olhos que o ex-auxiliar taxonômico via o rapagão outrora de azul. O blábláblá infindável continuava, mas frente-trás, inoxibilidade, liquidificadores...eram todas coisas com as quais “(...) um profissional de Ca-te-go-ria deve estar pronto para lidar”, citou Teófilo H. mentalmente, recordando-se de seu manual lido no primeiro dia de escritório.

-Você diz... – Teófilo H. começou uma lenta volta em torno do proto-padre – que minha, hm, por assim dizer, fé vai-se mais ou menos? Responda, e já já! Ulisses Pacheco! Há coisas – e você sabe bem quais, não, desconfio, heh? – que não podem, não podem esperar! Horar com ou sem agá...oh, dúvida!

Ulisses Pacheco, que desde que deixara sua veste azul turquesa no chão vestia a mais comum roupa que se poderia esperar de um ex-maquinista, riu alegre e comichou consigo mesmo durante alguns segundos, sentando-se novamente logo após, extasiado e risonho.

Mano, pusta cara chato.


20100408

Elementar

Disse o observador:

"Dando entrevista, Francisco e Gabriela são bastante diferentes, quase opostos. Ela fala e gesticula mais, enquanto ele é mais compenetrado. Por isso, não é nenhuma surpresa que os filmes preferidos dela sejam uma comédia (“Paizão”) e um romance (“E se Fosse Verdade”), e os dele, filmes mais sérios. “Gosto muito de ‘Paranoid Park’. Outro dia vi pela primeira vez ‘Blow-up – Depois daquele beijo’. Fiquei muito impressionado”, conta Francisco."

fonte: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/04/07/adolescente-nao-gosta-de-se-ver-infantilizado-no-cinema-diz-astro-de-as-melhores-coisas-do-mundo.jhtm

Memorando

Caríssimos Senhores,


Queria informá-los, e essa minha vontade carece de maiores objetivos, de uma de minhas preocupações: e ela concerne, de certo modo, ao que posso publicar nesse blogue. A verdade é que me sinto oprimido demais para publicar escritos aqui. Não me sinto digno. É uma questão conteudista. Eu, em toda minha pompa e academicismo de fachada não consigo... brincar. Aqui a grande maioria dos escritos parece tão... tão semana de 22! É tudo irreverente, não há respeito sequer por si próprio (e é só ler as tags para notar isso). E eu, mesmo sem qualquer motivo, não consigo deixar o aconchego do claustro, nem escrever modernidades com pontuações inusitadas, assuntos a primeira vista banais, concretismos etc., etc.; sou um melodramático e afetado Iessiênin, e esse é um blogue de Maiakóvski's.


E, assim, eusóqueriadizerissoenãosabiacomo. Brigado.

20100407

Um sorriso sincero numa quarta-feira muito deprimente

daí eu saí correndo atrás deles com o óculos do Gui e todo mundo deu muita risada e foi muito bom, assim, ninguém tava bêbado demais nem nada e foi gostoso dar tanta risada naquele calorão todo que faz na chacára do marcelo mas depois acabou e foi só isso, pai, mesmo.

20100406

Prodígio

20100405

Paródia futebolística de "American Pie"

Se alguém precisar do ritmo:

http://www.youtube.com/watch?v=uAsV5-Hv-7U

Semi-Finais

O campeonato acabando... E eu nem acredito
Que ficamos atrás do Baru..Prudente!
E os empates com timecos
Tiraram a chance do caneco
Que ano passado foi da gente

Mas ficarmos arrependidos
Pelos muitos gols perdidos
Não vai fazer nada mudar:
Esse ano não vai dar

Conquistar a pátria amada
E o continente, não a cidade
Eu sei que é prioridade
No ano do centenada

Aí... Bye, bye para as semi-finais
Com Roberto e Ronaldo eu não esperava jamais
Ter que ver os jogos zapeando os canais
E só torcendo contra os rivais...


O Paulista te venceu
E o próprio grêmio te fodeu
Nuns jogos chatos de matar
Num teste para a fidelidade
Pra maior torcida da cidade
Será que aguentam te apoiar?

E a massa toda aplaudiu
Quando algum lance a iludiu
Mas alguns erros de dar medo
Resultaram até num dedo

E eu fico só pensando
Se do jeito que tá jogando
O Corinthians não tá provando:
É o ano do centenada

E eu cantei:

Bye, bye para as semi-finais
Com Roberto e Ronaldo eu não esperava jamais
Ter que ver os jogos zapeando os canais
E só torcendo contra os rivais...

20100404

Da hood.

Há uma gorda no prédio vizinho ao meu. Eu moro no primeiro andar e vejo o pátio onde ela, que é uma criança - ou uma pré-adolescente - brinca, talvez umas três vezes por semana.

Ela tem um irmão que também é gordo. Lá está ele no jogo de pingue-pongue com um amigo, que é mais magro. Agora não sei se são eles que estão jogando ou se é o som de uma obra por perto que me confundiu e me fez achar que é a bolinha, mas ele apareceu agorinha com uma raquete.

A voz dele é igual a da irmã, percebi agora que ele riu do amigo que perdeu o ponto. Deve ser hábito, nessa família: o gordo fica dando risada da cara do amigo que erra, mas é só aparecer a irmã mais gorda e mais velha que ele é que apanha.

Mas ela é pior, porque não só ri, gritando, como acaba com o jogo se começa a perder. Já vi não sei quantas vezes ela reclamando que o irmão tinha chutado a bola bem na cara dela, quando é tudo mentira. E aí ela esperneia, esperneia até voltar o ponto. E aí ela dá mais risada.

Minha mãe também odeia essa gorda reclamona. Mas ainda bem que a minha mãe não é que nem a mãe da gorda, que é pior do que só uma gorda reclamona. Ela é a SÍNDICA.
Ela odeia os jardineiros e quase já matou o filho uma madrugada aí (não o filho gordim, um outro cuja voz eu acompanhei mudando nos últimos anos), que ela gritava que ele tava desacordado e não respondia e ela pediu desculpas por todas as brigas que eles tem - também umas três vezes por semana, com "Sai daqui! Já! JÁ! Você quer me matar? Você quer me matar!" - mas, enfim, não fez muito efeito, porque tudo continuou.

Até o carro dela é barulhento, daqueles com madeira decorativa na porta, porque da minha sala eu vejo a saída da garagem deles, e lá estava ela, minha amiga a Gordona, reclamando com o porteiro enquanto o carro PÔU, PÔU, PÔU ali. Pra piorar, minha televisão está velha e desliga sozinha a cada três minutos aleatórios, e eu moro perto de Congonhas. Foi-se o som do "Friends".

Acho que eu só queria dar um abraço neles.

sísifo curte couro.

Euzébio talvez tenha perdido sua família num acidente, ou então num assassinato brutal. Talvez ele tenha uma irmã que corta lenha, mas acho que não.
Então, Euzébio pode acabar morando com um tio estranho na cidade (pode ser anarquista, esse tio).
No começo as coisas podem ser meio esquisitas, Euzébio sendo um rapaz meio soturno como sempre e ainda mais depois que essa tragédia toda, enfim... E o tio, ora. Talvez Euzébio abandone seu trabalho com couro pra instalar máquinas de café expresso, junto com seu tio.
E pelo centro ele acaba trombando com gente muito estranha, e daí ele tem que se virar como pode. Na porrada, quase. Mas ele não consegue.
Aí ele tenta tudo de novo.
E de novo.


Feliz Páscoa.
=)

20100401

Travel Log 2: Adeus, Vegas.



"O centro da cidade é muito bonito à noite.

Eu vos apresento o bigodin!

Perdi meu cachorro em algum lugar nesse parque... você achou?