20090427

bocadaverdade

No próximo capítulo: isso não é otimismo... é nostalgia!

AULA DE CULTURA - 02

Sério, qual é a desse povo que fica indo no teatro? Quer dizer, se é pra gastar dinheiro então vamos fazer um filme, né? Que tal???
Pior que isso só ficar lendo livro que já virou filme, mas pelo menos perder tempo é prejuízo mesmo só pra pessoa. Mas teatro? Por que é que ainda não fecharam todos??

Mas é que essa gente adora ficar presa no passado, né? Uma juventude que prefere ficar pra sempre ouvindo musiquinha dos anos sessenta ao invés de olhar pro próprio tempo e começar a fazer alguma coisa que converse de verdade com a própria geração. Acho que essa é a realidade no Brasil, sempre foi, né?
 
Eu só fico agoniado, doido de vontade de apertar um F5 na cabeça desse povo pra ver se eles se atualizam!! Saca?

20090421

Locke

Embora a terra e todas as
criaturas inferiores sejam comuns a
todos os homens, cada homem tem
uma propriedade em sua própria
pessoa; a esta ninguém tem qualquer
direito senão ele mesmo. O trabalho
do seu corpo e a obra das
suas mãos, pode dizer-se, são
propriamente dele.

20090416

AULA DE CULTURA 01

[naturalized version]

Mais do que que coletivo, a pobreza. Sua respresentação, seus símbolos, seu imaginário. A respresentação dela porque o espetáculo é assunto e paródia de alguns workmanships desde os anos 60 e 70. A família trabalhando de ósseo, indicada como a obra de arte em um museu, ou a construção de um barraco a tempo recordaram - assim como a inclusão de uma família trabalhando clássica para dentro dela - garantido para o cronómetro introduzido na imagem. Ao mesmo tempo, nós temos a película dos estrangeiros no quarto do precário, a base de dados no Internet dos personages “reais” da comunidade, os catálogos dos clichés da respresentação dos povos no cinema. Estas são as perguntas do político latino-americano do cinema.

20090414

AULA DE CULTURA - 1

[tipo exportação]

More than what the collective one, the poverty. Its representation, its symbols, its imaginary one. The representation of it as spectacle is subject and parody of some workmanships since years 60 and 70. The laboring family of Bony, displayed as work of art in a museum, or the construction of a barraco in time has remembered - as well as the inclusion of a classic laboring family inside of it - guaranteed for the inserted chronometer in the image. At the same time, we have the film of foreigners in the slum quarter, the data base in the Internet of “real” personages of the community, the catalogues of cliches of the representation of the people in the cinema. 
These are the questions of the cinema Latin American politician.



Maçã

Fruto carnoso, comestível, do tamanho aproximado de um mamão fechada. Tem formato (muito) aproximadamente esférico, com um par de notáveis concavidades em ambos os dois pólos. A casca possui coloração avermelhada se você for sortudo, amarelada se você não o for, ou verde se você for alternativo. Nos casos em que a casca é avermelhada ou amarelada, o interior do fruto (a.k.a. a parte que se come) é tiop branco-leitoso tendendo ao amarelo; se você é alternativo, la cosa da mangiare è anche bianco latteo e tende a verde. O sabor é molhado, adocicado e insidioso.

Feminulity.

O! It hurts so well, why? Someone may ask me, someone could make (it, all, I mean) stop. Is there someone there? Do you copy? If you do, mayday. Make (the) pain go away, make me feeling anyway. I dont want to fill. I wish I could only choose. Could I choose? Tell me, tell me, te-te-te-te-te-tell me what can I do? How could I? Could take the pain away. 'could stop beliving, anyway. Wish I could be back to the imperfect, more-than-perfect, I mean. To be back when I used to be certain that it couldnt work and then I used to (only) smile. Id only see your facesmile. Id back to premier photos. Cliché-laughing.
[...]
Why do persons think marriage is obliging yourself to be totally strange to the persons with whom you sleep with, everynight, and wakes on his side up?
[...]
Alone.
Foreve
r.I wa
nt asi
p of c
offee.
tradução minha,
original: C.

20090413

Eu tinha vinte e cinco anos

e estava elaborando uma tese de mestrado em Letras com um professor especializado em línguas mortas do sul da Ásia de forma que foi por acaso que eu fui parar nas escavações dos templos cambojanos. Eu não sabia muito bem o que aquilo podia ter a ver com minha monografia até que descemos do aeroporto e ouvimos as explicações em inglês afetado e vimos um dos antropologistas correndo com uma foto de uma das paredes desenterradas, em que estava escrito em letras de pedra semi-desgastada, mas ainda nítida:

AOS SÁBADOS, FORRÓ UNIVERSITÁRIO

Nós dois, eu e o professor, ficamos olhando abismados, enquanto procurávamos uma explicação indizível para um povo de cinco mil anos atrás do Camboja escrevendo uma frase que nos parecia claro e inequívoco português. Passamos lá cinco anos até descobrir nosso erro.
Somente depois de acharmos centenas de fragmentos de textos, percebemos que não havia lá, na verdade, uma única palavra em português e por isso é que aquilo era tão importante e bonito, porque se tratava de uma língua totalmente diferente e alheia ao nosso entendimento, que, no entanto, tinha as mesmas combinações de letras que o português. Não sei que acaso absurdo levara àquilo, mas cada palavra escrita por aquele povo coincidia com palavras de nosso vernáculo sem que as línguas se confundissem: embora escritas iguais, as palavras tinham significados totalmente distintos.
Deus, que trabalhoso perceber isso! Quanto ainda não aumentou nosso assombro! De todas as infinitas combinações de infinitos possíveis símbolos, como duas histórias e dois povos e duas realidades poderiam levar a escolhas iguais? E por que diante do assombro dessa coincidência nos espantava que fossem somente os desenhos que se igualavam, quando na verdade os significados de cada palavra eram totalmente diferentes? Escreviam “bicicleta” e significavam “terremoto”; escreviam “geografia” e significavam uma espécie de condição climática para a qual sequer temos uma palavra.
Imagino que o ocorrido torne prescindíveis explicações quanto à minha dedicação integral, pelos quarenta e três anos que se seguiram, ao estudo dessa enigmática língua. Foram quarenta e três anos em que abandonei meu país e minha família, em que me esqueci dos planos que tinha e em que passei cada dia assombrado e admirado. E foram quarenta e três anos que me valeram para, enfim, dominar completamente a língua falada por aquele povo.
Prova disso é agora eu adotá-la para redigir esse texto.

20090410

Lonelyheart, A. (owner of-)

Gosto d'ulva
Gosto d'uva
.
Gósto d'uva e gôsto d'ulva.
Água d'ulva.

Lira romantiquinha.

Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso?

Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, deus: mulheres!),
acarinhar-me?

Por que cultivas
as sem-perfume
e agressivas
flores do ciúme?

Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?

Visto que em suma
é todo teu,
de mais nem uma,
o peito meu?

Anjo sem fé
nas minhas juras,
por que é que é
que me angusturas?

Minha alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
esse versinho?

20090409

20090407

Hector Babenco anuncia ópera

O cineasta argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, 63, anunciou hoje durante o encontro realizado no Teatro Folha com Tristan Olmos, documentarista uruguaio, que prepara para 2011 a estréia de seu primeiro trabalho como diretor de óperas.

"A trama central já está decidida", contou Babenco, "Mas alguém precisa colocar dinheiro nisso tudo antes do projeto ser concretizado."

Segundo o cineasta, a principal dificuldade encontrada para conseguir patrocínios é a falta de uma tradição operística nos grandes teatros do sudeste. "Se eu quiser montar meu espetáculo em Manaus, tudo bem, mas ninguém vê. E paulista tá mais interessado em show da MTV."

Babenco acrescentou ainda que já foram sondados para compôr o elenco os atores Erik Marmo e Ailton Graça, e as atrizes Marília Pêra e Luisa Moreira Salles.

A ópera será uma adaptação de "Matadouro 5", romance de Kurt Vonnegut escrito em 1969. Ao ouvir a pergunta de um estudante presente, que quis saber em qual idioma será realizado o espetáculo, Babenco levantou-se bruscamente e respondeu que será "Obviamente em italiano! Não há outra língua possível para uma ópera decente!"

Sérgio Rizzo, mediador do debate entre Babenco e Olmos, perguntou se o cineasta estava querendo continuar a linha que Woody Allen abriu recentemente, ao dirigir uma ópera no Metropolitan, em NY.

"Woody Allen é um idiota, um mitômano. Não é à toa que ninguém vê os filmes dele."


da reportagem local.

Série: Ciências #1

série ciências_01
Clicke para ver

Transferência

seremdois
não me anula
por favor?
seja eu
seja você
algomais
alguémlá
tentativa
amedrontada
arritmia
vergonha de
querer ser
- entendimento,
algomais.

Transferência

Tiago sentado: olha a cidade de cima e de repente eletrocuta-se, um cabo desencapado, algo assim. Seus olhos se abrem hinduisticamente e há bilhões: verossimilhança oportunista, não sei o quê, tudo o que se pode ser em uma coisa só e uma explosão e infelicidade eternas - Carol, aperta minha mão, se beijam, é algum placebo algum paliativo, viajam juntos ao Nepal e lá rezam por todos nós.

Transferência

NÓS SOMOS TODOS A RAÇA HUMANA E POR ISSO SOMOS UM SÓ ENTÃO ME SEGUREM POR FAVOR ENQUANTO EU TENTO DIZER QUE TODOS TODOS TODOS IMPORTAMOS NINGUÉM ESTÁ SOZINHO TUDO NOS UNE A ARTE NOS UNE O AMOR NOS UNE A DOR NOS UNE A HUMANIDADE É UM CORDÃO E ISSO É UMA DEDICATÓRIA A TODOS VOCÊS EU QUERO QUE fique tudo claro.

Transferência

- Nunca antes eu senti algo e tentei transcrever com tanta dificuldade... A falta de palavras não costuma ser comum para mim... Talvez eu nunca tenha encontrado algo tão importante antes, não sei...
- eu vou embora.
- Ainda não terminei!
não consigo não dá é só uma coceira no peito que parece... putaquepariu, eu queria que vocês aqui conseguissem porque.
- Não tenho coragem pra paixão.
(nem com a data próxima)
e eu fico assim isolado sem conseguir dizer.

Transferência

Deitado na cama, chorou até dormir - sem dar as mãos.

20090406

Cineasta espanhol provoca discussão em plateia em São Paulo

Estreou ontem a mostra 120, se gundos, do cineasta espanhol Miguel Gonzáles, no MIS, em São Paulo. A exibição reúne vídeos de dois minutos de duração retratando discussões acaloradas entre os atores. A inovação de Gonzáles foi trazer essa discussão para fora da tela. “Na exposição, usa-se fones de ouvidos individuais para ouvir os diálogos”, contou o diretor, em entrevista exclusiva à Folha. “O truque é que cada fone reproduz um diálogo um pouco diferente do outro, com mudanças no tom dos personagens. Sem saberem, os espectadores serão induzidos a formar opiniões distintas sobre quem está com a razão. Ao comentarem o que viram depois, espero provocar nos espectadores um debate crítico sobre os temas abordados nas obras”. A mostra está aberta ao público gratuitamente, de quintas a domingos, até o final de maio.


(link removido)

20090405

foulish things

I know nothing of the word which's got stucked in here, deepthroat. Homesick all it is, that foulishness digging meself, those who hold me and grasp me the one word, which is not only one, I know. And that's all I know. Pavorous. Not knowing talking, 'hate. But to feel I know end I'm feeling fouly, enmitily, not only mindily, factual. Its in the hand, in the stomach, in the gullet, in everybody... All sic. I'd like you here for feeling with me, E V E R Y! (fou), for feeling I more than it's factual, for feeling I not only you here, but in me 'n in you, for me and for you. For us, I mean. For every which is ours, our life, our day which was ours, I think. I think not, I know. Moreover, I feel. Thats how I imagine being fou is. Come here and that is. That come. That. We can see what we do later later.

autora: Lígia Carrasco
tradução: Ricardo Miyada

acabouchorare:recompensa



"Faz zumzum

e mel."