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20111004
20110417
google tradutor tenta entender
Transparência em torno do tratamento de nudez (eu e outros) para lidar comisso como nosso negócio vidas ocupadas, que permanece em minhamemória das sensações dos músculos da mão e vice contrário, o conflito e lidar com todo o tipo de pilha como esperado, quer, e eu sei disso há muito tempo que sentimos ter chegado tarde demais, eu sou apenas horas antesdo segredo, porque perdi muito tempo, mas não vai acreditar em qualquer coisa na vida não vai reduzir o fosso Tarahdijitle inteiro (3 3 pontos e ainda é3) depois de um imóvel, ou eu tenho você, cada um de nós chama cada ohQuando eu escrevi, então eu sei que não é tão honesto, não fazer maissentido para mim, especialmente
Tenta seus furos próprios e que a placa se sinta envergonhado com a suposição de que eu sei que eu não sabia, e eu acho que muito, efinalmente começando a entender
Tenta seus furos próprios e que a placa se sinta envergonhado com a suposição de que eu sei que eu não sabia, e eu acho que muito, efinalmente começando a entender
isto é:
colorful translation,
google,
ricardo miyada,
translation,
transmutação
20100824
Part II - Enchanting Old River
when we get up and laugh (we feel the laughing)
in our arms which burn your faces (no color)
we dare to let light in our eyes (red)
cause we remember our places (of love)
fasting traitorous bruna (hiding them girls)
hiding voices (hideously sweet)
from deep gris (loud and pouch)
and peters inputting (mad turtle pain)
but we get up and laugh (our arms in vain)
ending black should'er divide (one flower)
then we keep laughing (pair impaired)
chez le Vieu Rieu (whenever it flows)
in our arms which burn your faces (no color)
we dare to let light in our eyes (red)
cause we remember our places (of love)
fasting traitorous bruna (hiding them girls)
hiding voices (hideously sweet)
from deep gris (loud and pouch)
and peters inputting (mad turtle pain)
but we get up and laugh (our arms in vain)
ending black should'er divide (one flower)
then we keep laughing (pair impaired)
chez le Vieu Rieu (whenever it flows)
20100608
20100508
poesia de sitiação
Como o clima sombrio desta chávena de café e fumo só
você e m'eu-chave - baixa atmosfera é a contradição só
dentro do reflexo da janela, duas pessoas são a mesma?
copo o que aumenta o desaparecimento da bolha é a mesma.
Eu não quero ser a bússola que
pode ser o seu próprio sentido de orientação no estudo acreditam que
Ausente durante muito tempo tinha sido a chave para o seu bolso
quando o metal atingiu algumas regiões do Acordei
seta calma underpass finalmente nunca perdeu:
a exportação do complexo começou a se mover para a frente.
isto é:
chá,
citação,
colorful translation,
H.Chiurciu,
oriente,
poesia,
transmutação,
usurpação
20100427
desculpem a chatice, mas esse é o top do meu dia
"(...) Pois que eis aí a máquina midiática funcionando tal e qual um relógio! A realidade é uma noção coletiva, ou seja: de massa. Quando toda uma coletividade/sociedade/massa-populacional acredita piamente em alguma coisa, tal coisa se torna, para todos os efeitos, verdade (simulacro?); o delírio, o falso tomado como real é, bem ou mal, o contexto real de quem o vive. Lembrando, sempre, que o contexto é o que define o indivíduo. E são os indivíduos que criam a sociedade que cria o contexto que define o indivíduo. É notável que a partir do século XX com o advento do rádio e, posteriormente, da televisão, mídias absurdamente massivas (capazes de atingir a sociedade de cima abaixo), o poder de convencimento individual ganhou proporções homéricas: as mídias atingem a sociedade inteira, um a um e de uma só vez. Ou seja: estímulos individuais geram respostas massivas."
20090211
Ímã de geladeira
A fim de provar sua insignificância e desimportância no mundo, Pedro converteu-se em um imã de geladeira. Supérflua seria sua vida a partir de então, e se mesmo assim o estoque de salgadinhos em seu armário continuasse se renovando, estaria provado que sua existência era completamente desnecessária.
A loja de conversão assemelhava-se a um estúdio de tatuagens, mas o atendente, em vez de robusto, careca e possivelmente diabético, era um homem magricela (descontada uma pequena pança), com traços armênios e léxico abrangente.
Tudo foi feito rapidamente: Pedro despediu-se de seu primo que o acompanhara, cantou “Mestre Jonas” uma última vez e enfrentou seu destino auto-traçado; o atendente massageou as coxas do rapaz, pediu-lhe que assoasse o nariz (‘Para que não haja acúmulo de fluidos durante a metamorfose!’), deitou-o e, enquanto urrava e estapeava o rosto de Pedro – que já ganhava traços de arrependimento – parecia extasiado; três minutos depois, a percepção de mundo do rapaz já se alterara significativamente: o que antes era roxo, agora era cor de repolho; o púrpura, magenta; lápis-lazúli, preto; todo o trâmite da transformação durou dezoito minutos, o suficiente para que Renato, primo de Pedro, se arrependesse de tê-lo acompanhado, mas o que estava feito, estava feito, e seu primo tornaria-se um imã de geladeira; o último detalhe acertado foi o formato; o atendente apresentou uma cartela com treze modelos diferentes, nenhum dos quais agradou Pedro, que resolveu confiar nos dotes artísticos do atendente, pedindo-lhe que moldasse a forma-futura diretamente em seu corpo, para que pudesse sentir mais diretamente suas entranhas remoendo-se, na metamorfose em massa, sob a pressão dos cotovelos (‘Com eles é mais fácil fazer reentrâncias’, diria depois o atendente) e unhas do magricela; retiradas as partes desnecessárias, restando apenas o equivalente ao tronco desfalcado de Pedro – sem mais pernas, braços, falo, orelhas (mas o aparelho auditivo interno lá permaneceria), mamilos -, ele já se mostrava significativamente menor. Faltava ainda reduzir proporcionalmente sua escala. O atendente pediu que ele recitasse versos quaisquer ininterruptamente, para que o processo fosse menos doloroso. “Moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch blabla moloch moloch blabla moloch moloch moloch moloch blablablabla moloch moloch” foi tudo que veio à cabeça do cotoco, enquanto o atendente cuspia vigorosamente sobre todas suas extremidades, ao mesmo tempo que espremia – como uma espinha – os lados de PósPedro, que ficava menor e menor a cada instante. O procedimento aconteceu entre os minutos treze e quinze da transformação. Os três que se seguiram foram ocupados com a modelagem em si. Por odiar o rococó e os “ismos”, o atendente decidiu fazer de Cotoco um exemplo de op art. Suas mãos e cotovelos deslizavam com facilidade dado o suor gotejante e salgadinho que escorria do corpo retalhado de Pedro, e ao adentrar o penúltimo minuto da metamorfose já era possível perceber linhas e traços perpendiculares cobrindo o peitoral do semímã, que começava a empalidecer e ganhar uma intrincada conotação de zebra. Os dedos rugosos sendo repetidamente encostados nas órbitas fizeram as pupilas se planificarem e caírem, rodando a seu bel prazer nos olhos, podendo-se girá-lo (o cotoco suadouro) graus a fio sem que a imagem percebida se alterasse significativamente (uma montanha-russa visual e estável, hurra!’, Pedro-ímã pensava), e pra quê tamanha bocarra? Só um orificiozinho de comer e descomer e pelo qual fosse possível dizer ‘Renova-se!’ (em relação ao estoque de comidas nos armários de Pedro), para logo depois prosseguir-se com o aniquilamento do íma, só isso seria suficiente. A textura gelatinosa dos lábios enternecia o atendente que, para guardá-las, colou-as com cuspe nas bochechas do cotoco-quase-bolota. Desnecessário dizer que as gelatininhas adquiriram tons de cinza. Para finalizar o trabalho, o artesão deu um tapa final e estava feito o ímã.
A loja de conversão assemelhava-se a um estúdio de tatuagens, mas o atendente, em vez de robusto, careca e possivelmente diabético, era um homem magricela (descontada uma pequena pança), com traços armênios e léxico abrangente.
Tudo foi feito rapidamente: Pedro despediu-se de seu primo que o acompanhara, cantou “Mestre Jonas” uma última vez e enfrentou seu destino auto-traçado; o atendente massageou as coxas do rapaz, pediu-lhe que assoasse o nariz (‘Para que não haja acúmulo de fluidos durante a metamorfose!’), deitou-o e, enquanto urrava e estapeava o rosto de Pedro – que já ganhava traços de arrependimento – parecia extasiado; três minutos depois, a percepção de mundo do rapaz já se alterara significativamente: o que antes era roxo, agora era cor de repolho; o púrpura, magenta; lápis-lazúli, preto; todo o trâmite da transformação durou dezoito minutos, o suficiente para que Renato, primo de Pedro, se arrependesse de tê-lo acompanhado, mas o que estava feito, estava feito, e seu primo tornaria-se um imã de geladeira; o último detalhe acertado foi o formato; o atendente apresentou uma cartela com treze modelos diferentes, nenhum dos quais agradou Pedro, que resolveu confiar nos dotes artísticos do atendente, pedindo-lhe que moldasse a forma-futura diretamente em seu corpo, para que pudesse sentir mais diretamente suas entranhas remoendo-se, na metamorfose em massa, sob a pressão dos cotovelos (‘Com eles é mais fácil fazer reentrâncias’, diria depois o atendente) e unhas do magricela; retiradas as partes desnecessárias, restando apenas o equivalente ao tronco desfalcado de Pedro – sem mais pernas, braços, falo, orelhas (mas o aparelho auditivo interno lá permaneceria), mamilos -, ele já se mostrava significativamente menor. Faltava ainda reduzir proporcionalmente sua escala. O atendente pediu que ele recitasse versos quaisquer ininterruptamente, para que o processo fosse menos doloroso. “Moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch moloch blabla moloch moloch blabla moloch moloch moloch moloch blablablabla moloch moloch” foi tudo que veio à cabeça do cotoco, enquanto o atendente cuspia vigorosamente sobre todas suas extremidades, ao mesmo tempo que espremia – como uma espinha – os lados de PósPedro, que ficava menor e menor a cada instante. O procedimento aconteceu entre os minutos treze e quinze da transformação. Os três que se seguiram foram ocupados com a modelagem em si. Por odiar o rococó e os “ismos”, o atendente decidiu fazer de Cotoco um exemplo de op art. Suas mãos e cotovelos deslizavam com facilidade dado o suor gotejante e salgadinho que escorria do corpo retalhado de Pedro, e ao adentrar o penúltimo minuto da metamorfose já era possível perceber linhas e traços perpendiculares cobrindo o peitoral do semímã, que começava a empalidecer e ganhar uma intrincada conotação de zebra. Os dedos rugosos sendo repetidamente encostados nas órbitas fizeram as pupilas se planificarem e caírem, rodando a seu bel prazer nos olhos, podendo-se girá-lo (o cotoco suadouro) graus a fio sem que a imagem percebida se alterasse significativamente (uma montanha-russa visual e estável, hurra!’, Pedro-ímã pensava), e pra quê tamanha bocarra? Só um orificiozinho de comer e descomer e pelo qual fosse possível dizer ‘Renova-se!’ (em relação ao estoque de comidas nos armários de Pedro), para logo depois prosseguir-se com o aniquilamento do íma, só isso seria suficiente. A textura gelatinosa dos lábios enternecia o atendente que, para guardá-las, colou-as com cuspe nas bochechas do cotoco-quase-bolota. Desnecessário dizer que as gelatininhas adquiriram tons de cinza. Para finalizar o trabalho, o artesão deu um tapa final e estava feito o ímã.
isto é:
allen ginsberg,
beatknik,
geladeira,
íma,
op art,
petiscos,
Swordfishtrombone,
transmutação
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