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20140113

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20130706

agonismos


Se de um lado [foto], por outro [foto].

20111122

20111117

Quando tudo mais tiver acabado (não exatamente porque as coisas se esgotem, mas porque são esquecidas, são ignoradas e porque, no fim, todas as pessoas do mundo acabam por fazer algum tipo de desconstrução descartiana e pensar que as coisas, como nossas certezas, são menos sólidas que um peido), eu gosto de acreditar que eu continuarei esperando. Porque todos os segundos de todos os dias, tudo acaba e sobro eu – com medo, claro, e sem nenhuma paciência, mas quase inteiro, quase firme, esperando.

Nem que, de vez em quando, eu precise juntar as mãos sobre as orelhas e fingir o mar; nem que eu precise criar riscos idiotas – é a pressa, é a pressa –; nem que eu corra, o tempo todo, ainda que não tenha para onde ir e ainda que seja justamente da falta de direção que eu corra; não importa. Essas coisas, aguenta-se: corro, mas fico por aqui.

E se tomasse um café? Não precisa ser um café, é claro, alguma coisa qualquer que me tomasse as perguntas, que diminuísse a tristeza preguiçosa de estar triste? Fazem bem os analgésicos? Os antidepressivos? Os remédios em geral? Fazem, fazem, ou devem fazer, mas por que eu sinto que minto com um bem-estar que não é meu, ou que não deveria ser? – afinal, não merecemos mais sorrisos na vida do que lágrimas e não deve ser Correto renegarmos assim uma porcentagem tão grande das experiências que se nos destinam. Isso tudo é só mentira, embora não seja pouco. (Como eu minto, também, quando mudo de eu-literatura para eu-direito ou apenas eu-profissional, porque como é que a gente pode não mentir quando se precisa ser sério e tudo o que se quer é destruir o mundo inteiro, um monstro de cada vez?) (É diferente com o álcool, eu me engano num brado, porque o álcool não me tira o sono ou a tristeza ou a alegria; no máximo, mos ampliam.) Não, não, melhor faço se seguro tudo como vier, ainda que isso acabe comigo, é claro. Melhor, até, que acabe comigo. Corro, mas fico por aqui.

Aliás, por aqui e esperando; que o que me falta em paciência, me sobra em esperança.

otanissassa

20111001










Judite, 13

1. Anoiteceu. Os oficiais apressaram-se em voltar aos seus aposentos. Vagao fechou as portas do quarto e foi-se.

2. Estavam todos embriagados pelo vinho.

3. Judite ficou só no seu quarto,

4. enquanto Holofernes repousava em seu leito, bêbedo a cair.

5. Judite havia dito à sua serva que ficasse fora, diante do quarto, vigiando.

6. De pé ao lado do leito, movendo em silêncio os lábios, ela orou com lágrimas a Deus, dizendo:

7. Senhor, Deus de Israel, dai-me força. Olhai agora o que vão fazer minhas mãos, a fim de que, segundo a vossa promessa, levanteis a vossa cidade de Jerusalém, e eu realize o que acreditei ser possível graças a vós.

8. Dizendo isto, aproximou-se da coluna que estava à cabeceira do leito e tomou a espada que ali estava pendurada;

9. desembainhou-a e, tomando os cabelos de Holofernes, disse: Senhor, dai-me força neste momento!

10. Feriu-o duas vezes na nuca e decepou-lhe a cabeça. Desprendeu em seguida o cortinado das colunas, e rolou por terra o corpo mutilado.

11. Feito isto, saiu e deu à sua serva a cabeça de Holofernes para que a metesse no saco.

12. Depois saíram ambas, como de costume, como se fossem para a oração. [...]