Fazer sucesso, segundo a cartilha de Lulu Santos, é estar no palco e ter na frente 30 mil pessoas cantando, em êxtase, uma música que ele fez sozinho no silêncio do quarto. Também vale se forem 300 mil.
Os tempos mudaram um tanto desde sua estreia, em 1982. Mas transformar o ato solitário em catarse coletiva ainda é o maior objetivo do cantor hoje, aos 57 anos, no recém-lançado "Singular", seu 22º álbum.
"Sou feito em pop", diz. "Sou formado nisso, minha escola é a do sucesso. E essa não é a frequência do artista sofredor, mas do artista realizado."
Por isso ele continua a disfarçar letras melancólicas em melodias ensolaradas, como no samba à paulista "Procedimento". "É aquilo de pensar triste e cantar alegre", diz. ""Assim Caminha a Humanidade" é um clássico disso. É uma história de separação, mas pessoas dançam numa alegria alucinada."
Desta vez, a fórmula de que faz uso junta, em medida parecida, dois ingredientes básicos: o samba e a música eletrônica. Não é a primeira incursão de Lulu na alquimia entre esses gêneros, mas é certamente a mais radical delas -principalmente nas faixas instrumentais que abrem e fecham o disco.
"Outro dia, li que, há 15 anos, a Nação Zumbi descobriu uma estética para juntar naturalmente essas duas coisas", conta. "Acho isso muito louvável, mas, há 25, fiz um disco chamado "Popsambalanço e Outras Levadas" que já propunha exatamente o mesmo. Seria bom se isso fosse lembrado."
O autor descreve as duas faixas sem letra como manifestações de sua "relação de amor e ódio com o samba". "Elas revelam tanto o fascínio quanto uma espécie de impaciência."
Mais impaciência ainda Lulu dedica hoje ao rock -gênero a que, por ter surgido na efervescência da geração 80, ele é muitas vezes associado. Mais ainda por ser um dos fundadores do Vímana, lendária banda de rock progressivo.
"Estou o menos rock n'roll possível. O rock é um engano, um erro que lesa a humanidade", diz. "Ele se tornou uma linguagem de exclusão, num processo narcisista e branco parecido com a ideia facistóide desses grupos que usam gótico."
Segundo seu raciocínio, o rock roubou a linguagem original do rhythm and blues, música de diversão para quem tinha uma vida ruim e precisava dela para ser resgatado.
"Rock é para gente normal, formatada, classe média e sem surpresa que procura um tipo de vertigem, como se aquela música mostrasse o lado escuro da alma da pessoa", diz. "Mas isso é uma fantasia mitificada por gente que paga US$ 40 mil por dia em psiquiatra."
Lulu considera que, de Elvis a Fresno, dos Beatles ao Menudo, a música pop do século 20 é "necessidade básica hormonal feminina". São as calças apertadas que realmente importam.
"Atualmente, escapo desse hormonalismo porque não estou mais me oferecendo como uma possibilidade. Mas já fui "o ídolo da juventude", fazendo caras e bocas com minha calça igualmente apertada", diz. "É um pouco doloroso esse processo de me reentender."
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2112200914.htm
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20091221
20091116
É da vida, é da vida...
Ontem, enquanto dois pernilongos me picavam, pude ouvir a conversa deles: o primeiro começou falando sobre mim mesmo, que no momento era o assunto óbvio. Mas com a mesma rapidez com que me considerou “degustável” o segundo passou às questões mais práticas, em torno de como alcançar meu antebraço direito (estavam no esquerdo).
Eu quis me intrometer, porque fui com a cara dos dois, e sugeri um novo tema. Em troca, tive que oferecer o braço que cobiçavam, mas não vi grandes problemas. Sendo assim, pude contemplar um dos melhores diálogos sobre sinestesia que já ouvi. A definição do primeiro era bem pouco ortodoxa: o mesmo que um músico de formação erudita tentando tocar jazz. O outro foi mais simplório e a definiu como um truque racional que visa à sensação ébria de um copo de sangue pelo ouvido.
E falando em ouvido, foi aí que eles se aproximaram e eu comecei a me incomodar com o zumbido insuportável, que se sobrepunha às vozes singelas dos dois – que nada tinham de esganadas, é importante dizer, e se pareciam mais com uma versão aveludada de Mariana Ximenes. Bem, logo dei cabo dos dois e entrei no banho.
Mas a verdade é que só imaginei ter dado cabo dos dois. O segundo, de quem eu gostava menos, havia conseguido escapar e, sem guardar mágoas, acompanhou-me no banho. Parecia suportar bastante bem uma gota ou outra de água que ocasionalmente escorriam sobre sua cabeça.
Engatamos um papo e desenvolvemos a temática “afrescos”, sugerida pelo acúmulo de gotículas na janelinha do banheiro, que o fizeram lembrar-se de algumas obras de arte decorativa que vira uma vez em Porto Alegre. Minha esposa juntou-se a nós (a mim, consciente; a nós, sem dar-se conta de meu amigo) e, bem, tive que interromper a conversa por alguns instantes para começar outra:
-O lençol está com uma manchinha de sangue...machucou?
-Eu? Bom, eu não me machuquei...
Falar sobre meu homicídio dessa maneira me constrangia e eu tentei rapidamente mudar de assunto. Minha mulher é burra, de modo que pude logo inventar um jogo, que consistia em tentar lembrar se a sessão das quinze e dez era no multiplex ou no shopping. Valha-me deus, como funcionou.
Saímos juntos do banho e eu me distraí por uns instantes – sendo preciso, exatamente quando me secava e colocava a toalha de volta, pendurada -, o que foi suficiente para que perdesse meu novo amigo de vista. Isso me deu tempo para pensar numa próxima temática. Coloquei minha roupa pensativo, riscando idéias ruins que apareciam e fazendo pré-seleções das razoáveis.
Enquanto isso, minha mulher já se vestira e, com pressa, dava-me um beijo de “até mais tarde”.
Olhei em volta e não o encontrei. Peguei o jornal e comecei a ler. Ando de saco cheio dos cadernos culturais e dos editoriais. Sobre estes últimos, me incomoda o jeito com que tratam todos como se fossem ignorantes, ou melhor, ao menos soubessem menos do que aquele que escreve. É uma arrogância. Meu sindicato ontem fez dez anos e a cobertura foi pífia. Disseram que somos “uma máfia”. Bem, na verdade, eu não sou do sindicato, só fui o membro fundador, mas logo me retirei quando caí no, digamos, “show business”. De todo modo, é terrível imaginar como eu estaria constrangido hoje se lesse o tal artigo. Sobre os cadernos culturais...vou me abster. São quase como enemas pré-preparados, de tão desgostosos.
Mas não tive mais tempo na vida para nada disso. Enquanto folheava, não vi a quina da estante de livros, bati a cabeça com força descomunal e caí, já moribundo. Eu sangrava muito na testa e senti que o ferro enferrujado tinha cravado fundo. Dificilmente sobreviveria. Vi o sangue se acumulando na minha frente. Aí ouvi o zumbido – que logo cessou, gentilmente – e vi meu amigo me olhando. Não impedi que se servisse de meu sangue espalhado. Nem fiz qualquer movimento que encerrasse o monólogo:
-Pois é, mas pior do que esses afrescos mal feitos é sangue de gato, que é azedo. Você me falou sobre como prefere aquarela. Pois bem, mas guache é mais grossa e menos divertida. Borrifadores são mais caros, é verdade, mas prefiro do que uma tinta que você pode comprar em qualquer lugar e é só começar a jogar numa tela que fica tudo bem. Agora, soube de um colega que conseguiu ler dois livros em um dia só, e livros grandes. Outro teve que fazer uma limpeza intestinal, em casa mesmo, mas porque comeu muito enquanto lia, ficou lá sentado e nem percebeu o que aconteceu, enfim, quase explodiu! Aliás, foi o meu colega que foi-se lá no seu quarto, sabe?, mas sem mágoas, acontece, é assim mesmo. Vou compor uma música sobre isso. Prefiro acordes aumentados, que dão mais tensão...hô, hô, entende?, “tensão”, nos dois sentidos, musical e dramático, sabe? Pois é, mas aqui já começa a coagular, e eu não gosto.
Eu quis me intrometer, porque fui com a cara dos dois, e sugeri um novo tema. Em troca, tive que oferecer o braço que cobiçavam, mas não vi grandes problemas. Sendo assim, pude contemplar um dos melhores diálogos sobre sinestesia que já ouvi. A definição do primeiro era bem pouco ortodoxa: o mesmo que um músico de formação erudita tentando tocar jazz. O outro foi mais simplório e a definiu como um truque racional que visa à sensação ébria de um copo de sangue pelo ouvido.
E falando em ouvido, foi aí que eles se aproximaram e eu comecei a me incomodar com o zumbido insuportável, que se sobrepunha às vozes singelas dos dois – que nada tinham de esganadas, é importante dizer, e se pareciam mais com uma versão aveludada de Mariana Ximenes. Bem, logo dei cabo dos dois e entrei no banho.
Mas a verdade é que só imaginei ter dado cabo dos dois. O segundo, de quem eu gostava menos, havia conseguido escapar e, sem guardar mágoas, acompanhou-me no banho. Parecia suportar bastante bem uma gota ou outra de água que ocasionalmente escorriam sobre sua cabeça.
Engatamos um papo e desenvolvemos a temática “afrescos”, sugerida pelo acúmulo de gotículas na janelinha do banheiro, que o fizeram lembrar-se de algumas obras de arte decorativa que vira uma vez em Porto Alegre. Minha esposa juntou-se a nós (a mim, consciente; a nós, sem dar-se conta de meu amigo) e, bem, tive que interromper a conversa por alguns instantes para começar outra:
-O lençol está com uma manchinha de sangue...machucou?
-Eu? Bom, eu não me machuquei...
Falar sobre meu homicídio dessa maneira me constrangia e eu tentei rapidamente mudar de assunto. Minha mulher é burra, de modo que pude logo inventar um jogo, que consistia em tentar lembrar se a sessão das quinze e dez era no multiplex ou no shopping. Valha-me deus, como funcionou.
Saímos juntos do banho e eu me distraí por uns instantes – sendo preciso, exatamente quando me secava e colocava a toalha de volta, pendurada -, o que foi suficiente para que perdesse meu novo amigo de vista. Isso me deu tempo para pensar numa próxima temática. Coloquei minha roupa pensativo, riscando idéias ruins que apareciam e fazendo pré-seleções das razoáveis.
Enquanto isso, minha mulher já se vestira e, com pressa, dava-me um beijo de “até mais tarde”.
Olhei em volta e não o encontrei. Peguei o jornal e comecei a ler. Ando de saco cheio dos cadernos culturais e dos editoriais. Sobre estes últimos, me incomoda o jeito com que tratam todos como se fossem ignorantes, ou melhor, ao menos soubessem menos do que aquele que escreve. É uma arrogância. Meu sindicato ontem fez dez anos e a cobertura foi pífia. Disseram que somos “uma máfia”. Bem, na verdade, eu não sou do sindicato, só fui o membro fundador, mas logo me retirei quando caí no, digamos, “show business”. De todo modo, é terrível imaginar como eu estaria constrangido hoje se lesse o tal artigo. Sobre os cadernos culturais...vou me abster. São quase como enemas pré-preparados, de tão desgostosos.
Mas não tive mais tempo na vida para nada disso. Enquanto folheava, não vi a quina da estante de livros, bati a cabeça com força descomunal e caí, já moribundo. Eu sangrava muito na testa e senti que o ferro enferrujado tinha cravado fundo. Dificilmente sobreviveria. Vi o sangue se acumulando na minha frente. Aí ouvi o zumbido – que logo cessou, gentilmente – e vi meu amigo me olhando. Não impedi que se servisse de meu sangue espalhado. Nem fiz qualquer movimento que encerrasse o monólogo:
-Pois é, mas pior do que esses afrescos mal feitos é sangue de gato, que é azedo. Você me falou sobre como prefere aquarela. Pois bem, mas guache é mais grossa e menos divertida. Borrifadores são mais caros, é verdade, mas prefiro do que uma tinta que você pode comprar em qualquer lugar e é só começar a jogar numa tela que fica tudo bem. Agora, soube de um colega que conseguiu ler dois livros em um dia só, e livros grandes. Outro teve que fazer uma limpeza intestinal, em casa mesmo, mas porque comeu muito enquanto lia, ficou lá sentado e nem percebeu o que aconteceu, enfim, quase explodiu! Aliás, foi o meu colega que foi-se lá no seu quarto, sabe?, mas sem mágoas, acontece, é assim mesmo. Vou compor uma música sobre isso. Prefiro acordes aumentados, que dão mais tensão...hô, hô, entende?, “tensão”, nos dois sentidos, musical e dramático, sabe? Pois é, mas aqui já começa a coagular, e eu não gosto.
20090515
UM BILHÃO PARA O PIAUÍ - A Cruzada de Mão Santa
"UM BILHÃO PARA O PIAUÍ!
Sodoma;escassez de honra e vergonha na casa da mãe joana, povo. Eu não creio na Bíblia, somente no que ela contém. O livro de indícios mais consistentes que há no universo e que a fé diz que DEUS escreveu sobre a existência dele.Precisamos de fé.Urgente e muita!Perdoem-me as maiúsculas do título, nada mais que meu espanto. A imprensa conta, e edita somente o que quer.Eu, conto tudo, tudo o que vi e ouvi,letra por letra. "Quem vê pouco vê sempre muito pouco; mas, quem ouve pouco, ouve sempre muito mais" Nietzsche. Mesmo porque não sou baú para guardar bizú! Leia e acredite quem quiser: "estou pouco me lixando!".
Assistia ontem ao final da tarde a TV Senado. Mão Santa presidia a sessão e já ia mudar de canal para assistir o Jornal da...(aqui é assim, nunca se sabe o que se pode escrever). Pior para a Folha. Inicia-se um debate incrível e inacreditável, quadri-patético, entre: "Virgílio, Jereissati e Guerra" de um lado e "Mão Santa",na Presidência do "Senado e o povo!" de outro. Aqueles querendo convencer o Presidente em exercício para ler o requerimento sobre a mesa do pedido de abertura da CPI da Petrobrás que continha 32 assinaturas de senadores, bem mais do que o número necessário.Alegavam legitimidade e legalidade Regimental ostensiva a que a Presidência se obrigava .
Mão Santa, mais desajeitado ainda do que já o é, negava-se com desculpas simplórias e simplistas. Administrativamente, dizia-se constrangido em proceder a leitura porque entendia que quebraria a hierarquia. Somente estava Presidente, não o era de fato e, por mais, que o colégio de líderes havia decidido que a leitura do requerimento seria postergada até ulterior comparecimento do Presidente da Petrobrás ao Senado,isto, quando a agenda dele permitisse.Moralmente e de modo contraditório, Mão Santa usava em seu favor, que também tinha assinado o requerimento e que não iria retirar de modo algum a assinatura.
Por outro lado Virgílio,genuflexo e sob os olhares visivelmente contrariados de seu pares superiores (Jereissati e Guerra) choramingava as mágoas dele:solicitava, implorava, pedia,repetia e repetia de novo que a questão era legal, de direito líquido e certo, que colégio de líderes era mero costume, práxis sem valor sobre o escrito e Mão Santa resoluto e impávido, também repetitivo, negava.
Irrompe o 1º secretário e assume a Presidência do Senado da República no lugar do 3º Secretário (o folclórico piauiense Mão Santa que já havia esgotado tudo que sabia de: Maquiavel a Saint-Exupéry). Heráclito, o novo Presidente em exercício do Senado da República e, com sua peculiar pose e arrogância, ecoa forte e solene: Deixa comigo! (Protógenes não deixou, divulgou) Segue a mesma linha sinuosa do conterrâneo Mão Santa; mesma lengalenga e somente acrescenta que o Senador Agripino (líder do DEM) havia representado Virgílio na reunião de líderes e, lembrando Mão Santa, ou lembrado por ele, questiona o PSDB: por que não convocar então, de jatinho, da vizinha Goiânia, o 1º Vice-Presidente do Senado da República Democrática Brasileira, do próprio PSDB, o Senador Marconi Perillo?
Jereissati,Guerra e Virgílio continuam se lamentando e colocando pedido nos duros e gordos muros insinuando graves falcatruas na Petrobrás. Parte e aparte concedido e o meu conterrâneo do PT que nada me envaidece, João, que também é Pedro, mas que de joão nada tem, surgindo da macabra penumbra, grita:
UM BILHÃO para o PIAUÍ!
- Quanto?
Olhos arregalados, mas, com sangue nos lábios, perguntou instantaneamente Heráclito, Mão Santa, que dormitava ao lado,acorda e dá um pulo. Jereissati, então, exultante, agarra o microfone e avisa: o par Marconi, 1º Vice presidente do Senado e do PSDB está vindo de jatinho da vizinha Goiânia. Virgílio ri:
- Prorroguemos a Sessão!
Então... uma esquisita Senadora do PT, de nome sarnento: Serys Slhessarenko - somente urna eletrônica permite que tenha voto num país de analfabetos funcionais - surgida qual alma penada e na calada da noite de sombrios corredores, assume a Presidência sob aplausos Do cavalheiro, brioso e honrado Heráclito, do DEM. Assim, lépida, rápida e faceira como num belo domingo de sol e feira, encerra a sessão a 2ª Vice-Presidente do Senado da República democrática e de DIREITO da Nação brasileira.MP com 1 BILHÃO PARA O PIAUÍ!"
(texto do comentarista assíduo José Reis Barata Barata, do dia 15/05/09. Modificações feitas apenas na formatação.
fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/comentarios/cpi_da_petrobras_all-1.shtml)
Sodoma;escassez de honra e vergonha na casa da mãe joana, povo. Eu não creio na Bíblia, somente no que ela contém. O livro de indícios mais consistentes que há no universo e que a fé diz que DEUS escreveu sobre a existência dele.Precisamos de fé.Urgente e muita!Perdoem-me as maiúsculas do título, nada mais que meu espanto. A imprensa conta, e edita somente o que quer.Eu, conto tudo, tudo o que vi e ouvi,letra por letra. "Quem vê pouco vê sempre muito pouco; mas, quem ouve pouco, ouve sempre muito mais" Nietzsche. Mesmo porque não sou baú para guardar bizú! Leia e acredite quem quiser: "estou pouco me lixando!".
Assistia ontem ao final da tarde a TV Senado. Mão Santa presidia a sessão e já ia mudar de canal para assistir o Jornal da...(aqui é assim, nunca se sabe o que se pode escrever). Pior para a Folha. Inicia-se um debate incrível e inacreditável, quadri-patético, entre: "Virgílio, Jereissati e Guerra" de um lado e "Mão Santa",na Presidência do "Senado e o povo!" de outro. Aqueles querendo convencer o Presidente em exercício para ler o requerimento sobre a mesa do pedido de abertura da CPI da Petrobrás que continha 32 assinaturas de senadores, bem mais do que o número necessário.Alegavam legitimidade e legalidade Regimental ostensiva a que a Presidência se obrigava .
Mão Santa, mais desajeitado ainda do que já o é, negava-se com desculpas simplórias e simplistas. Administrativamente, dizia-se constrangido em proceder a leitura porque entendia que quebraria a hierarquia. Somente estava Presidente, não o era de fato e, por mais, que o colégio de líderes havia decidido que a leitura do requerimento seria postergada até ulterior comparecimento do Presidente da Petrobrás ao Senado,isto, quando a agenda dele permitisse.Moralmente e de modo contraditório, Mão Santa usava em seu favor, que também tinha assinado o requerimento e que não iria retirar de modo algum a assinatura.
Por outro lado Virgílio,genuflexo e sob os olhares visivelmente contrariados de seu pares superiores (Jereissati e Guerra) choramingava as mágoas dele:solicitava, implorava, pedia,repetia e repetia de novo que a questão era legal, de direito líquido e certo, que colégio de líderes era mero costume, práxis sem valor sobre o escrito e Mão Santa resoluto e impávido, também repetitivo, negava.
Irrompe o 1º secretário e assume a Presidência do Senado da República no lugar do 3º Secretário (o folclórico piauiense Mão Santa que já havia esgotado tudo que sabia de: Maquiavel a Saint-Exupéry). Heráclito, o novo Presidente em exercício do Senado da República e, com sua peculiar pose e arrogância, ecoa forte e solene: Deixa comigo! (Protógenes não deixou, divulgou) Segue a mesma linha sinuosa do conterrâneo Mão Santa; mesma lengalenga e somente acrescenta que o Senador Agripino (líder do DEM) havia representado Virgílio na reunião de líderes e, lembrando Mão Santa, ou lembrado por ele, questiona o PSDB: por que não convocar então, de jatinho, da vizinha Goiânia, o 1º Vice-Presidente do Senado da República Democrática Brasileira, do próprio PSDB, o Senador Marconi Perillo?
Jereissati,Guerra e Virgílio continuam se lamentando e colocando pedido nos duros e gordos muros insinuando graves falcatruas na Petrobrás. Parte e aparte concedido e o meu conterrâneo do PT que nada me envaidece, João, que também é Pedro, mas que de joão nada tem, surgindo da macabra penumbra, grita:
UM BILHÃO para o PIAUÍ!
- Quanto?
Olhos arregalados, mas, com sangue nos lábios, perguntou instantaneamente Heráclito, Mão Santa, que dormitava ao lado,acorda e dá um pulo. Jereissati, então, exultante, agarra o microfone e avisa: o par Marconi, 1º Vice presidente do Senado e do PSDB está vindo de jatinho da vizinha Goiânia. Virgílio ri:
- Prorroguemos a Sessão!
Então... uma esquisita Senadora do PT, de nome sarnento: Serys Slhessarenko - somente urna eletrônica permite que tenha voto num país de analfabetos funcionais - surgida qual alma penada e na calada da noite de sombrios corredores, assume a Presidência sob aplausos Do cavalheiro, brioso e honrado Heráclito, do DEM. Assim, lépida, rápida e faceira como num belo domingo de sol e feira, encerra a sessão a 2ª Vice-Presidente do Senado da República democrática e de DIREITO da Nação brasileira.MP com 1 BILHÃO PARA O PIAUÍ!"
(texto do comentarista assíduo José Reis Barata Barata, do dia 15/05/09. Modificações feitas apenas na formatação.
fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/comentarios/cpi_da_petrobras_all-1.shtml)

isto é:
barata,
folha de são paulo,
glauber rocha,
heráclito,
larisa sheptiko,
mão santa,
piauí,
plágio,
senado,
Swordfishtrombone
20090407
Hector Babenco anuncia ópera
O cineasta argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, 63, anunciou hoje durante o encontro realizado no Teatro Folha com Tristan Olmos, documentarista uruguaio, que prepara para 2011 a estréia de seu primeiro trabalho como diretor de óperas.
"A trama central já está decidida", contou Babenco, "Mas alguém precisa colocar dinheiro nisso tudo antes do projeto ser concretizado."
Segundo o cineasta, a principal dificuldade encontrada para conseguir patrocínios é a falta de uma tradição operística nos grandes teatros do sudeste. "Se eu quiser montar meu espetáculo em Manaus, tudo bem, mas ninguém vê. E paulista tá mais interessado em show da MTV."
Babenco acrescentou ainda que já foram sondados para compôr o elenco os atores Erik Marmo e Ailton Graça, e as atrizes Marília Pêra e Luisa Moreira Salles.
A ópera será uma adaptação de "Matadouro 5", romance de Kurt Vonnegut escrito em 1969. Ao ouvir a pergunta de um estudante presente, que quis saber em qual idioma será realizado o espetáculo, Babenco levantou-se bruscamente e respondeu que será "Obviamente em italiano! Não há outra língua possível para uma ópera decente!"
Sérgio Rizzo, mediador do debate entre Babenco e Olmos, perguntou se o cineasta estava querendo continuar a linha que Woody Allen abriu recentemente, ao dirigir uma ópera no Metropolitan, em NY.
"Woody Allen é um idiota, um mitômano. Não é à toa que ninguém vê os filmes dele."
da reportagem local.
"A trama central já está decidida", contou Babenco, "Mas alguém precisa colocar dinheiro nisso tudo antes do projeto ser concretizado."
Segundo o cineasta, a principal dificuldade encontrada para conseguir patrocínios é a falta de uma tradição operística nos grandes teatros do sudeste. "Se eu quiser montar meu espetáculo em Manaus, tudo bem, mas ninguém vê. E paulista tá mais interessado em show da MTV."
Babenco acrescentou ainda que já foram sondados para compôr o elenco os atores Erik Marmo e Ailton Graça, e as atrizes Marília Pêra e Luisa Moreira Salles.
A ópera será uma adaptação de "Matadouro 5", romance de Kurt Vonnegut escrito em 1969. Ao ouvir a pergunta de um estudante presente, que quis saber em qual idioma será realizado o espetáculo, Babenco levantou-se bruscamente e respondeu que será "Obviamente em italiano! Não há outra língua possível para uma ópera decente!"
Sérgio Rizzo, mediador do debate entre Babenco e Olmos, perguntou se o cineasta estava querendo continuar a linha que Woody Allen abriu recentemente, ao dirigir uma ópera no Metropolitan, em NY.
"Woody Allen é um idiota, um mitômano. Não é à toa que ninguém vê os filmes dele."
da reportagem local.
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