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20110217

ANNA VAH - um esboço:


Em algum lugar, nalgum ponto da infinita linha do tempo, uma rapriga, doravante conhecida por ANNA, tenta escapar de uma realidade a qual é incapaz de aceitar. Por anos e anos ela buscou uma forma de remendar aquela falha, derrubar as amuradas e acabar com toda a opressão da alma humana.

Um dia, adquiriu a Compreensão, e então se libertou das amarras de várias Leis, seu próprio corpo se tornando algo distinto de todo o resto, imune às Regras e liberto da Ordem. Mas a perseguição foi intensa, as Leis do Mundo não podiam permitir que um grão sequer se pusesse fora do quadro, tornando-se imprevisível, ameaçador! O Caos deve ser extirpado, é o que se dizia.

Num último golpe, ela consegue se desvencilhar das garras que tentavam detê-la naquele Mundo que ela não queria que existisse. Anna mergulhou no sub-tempoespaço, num limbo de estática onde todas as coisas absurdas como ela eram fadadas a se desmanchar. Mas ela não se desmanchou, nem ao menos um pouquinho! Ao invés disso, apurou os olhos e passou todo aquele não-tempo em busca de uma saída, por menor que fosse, por mais breve ou distante. Vagou e perscrutou, com a paciência de um Deus, a pele daquela tripa cósmica a procura de uma brecha. Enquanto isso, Anna foi consumindo o conhecimento que nadava naquele caldo, o Conhecimento das coisas que não devem ser conhecidas. Descobriu sua missão, as tarefas que deveria cumprir, traçou um plano, se preparou.

Foi num não-dia como qualquer outro que a fresta surgiu à sua frente; Anna saltou sem dúvidas, atravessando, assim, o ouvido de POTI - caindo num ponto distante da infinita linha do tempo, no que conhecemos como Mundo.

20101116

ANARQUISTA [14.03.2010]

Anarquista

Fogo

Porrada

Punhos em chamas

Cocota

Viagem

Qu’est-ce que je faire? Unfaire!

Ou seje...


Depressão. Tesão. Fuga da prisão, quebra de lacres, rompimento de pedágios em altíssima velocidade, mas derrepente!: bossa nova, sacocheio. Tacar fogo na praia, correr com a roupa do corpo, correr sem roupa no corpo; queda do abismo. Grito, peito rasgado, paixão sem limites imaginários. Fronteiras, perseguição, bombas – “Matei um, matei um”... Três meses depois sozinho numa cabana solta no mato, bebendo urina. É o fim.

Bebi com eles, joguei e contei as piadas que eu sabia. Foi pouco, muito pouco.

Euzébio nasceu em 3 dias diferentes: 21 de março pelo RG, 22 de abril pela certidão de nascimento e 4 de janeiro pela sua mãe. Confiemos, pois, na mão direita de seu pai.