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20110316

"blablabla" [exercício de estilo?]

Verme inaudito, circunda-me como abutre. Criatura pestilenta e vil, eis o que és!

No calor desta falseta andaluz, traz as doenças mais temidas num único beijo. Um beijo perdido, que vaga no espaço lúgubre entre o dia, a vida, e a morte - a noite.

Ou então!

Seria, pois, um singelo mensageiro dos infernos, que nos traz, a tiracolo, nossas vidas - a noite... E a morte, o dia??


[original de 01/12/08]

20100420

Pensamentos nobres.

Quem me dera o Gatorade tivesse feito tanto sucesso quanto a Coca-Cola, aí nossa geração seria conhecida como

GAROTADA
GATORADE

20091025

A poética do infantil.

Eles chegam lá e tá todo mundo que tava antes e as crianças estão levantando a lona empinando uma pipa gigante e os homens estão terminando de pregar a cesta e as mulheres estão todas em volta, admirando o balão se encher. O MORADOR que pediu a pizza está lá ajeitando o fogo e tal e medindo o vento, ele fala pros dois subirem logo, P... está irritadiço e totalmente perdido e eles sobem e Anne disse Espera um pouco que já chega e o balão começa a subir e p... se desespera com o fim do tempo e aí a menina levanta ele na mão e fala Olha lá e p... olha e vê a malha tipo batalha naval e ele acha o tal M-50 e é um alvo desenhado lá embaixo, ele grita desesperado e ela fala calma e balança ele e caem todas as pizzas lá embaixo e tem uma grande festa com as pessoas comendo pizza e o balão voando no céu.

20091018

status quo

febre delírio tremor encaçapar todos os seus pensamentos em um buraco e vomitar você mesmo e sumir você disse que ia dizer que tava tudo bem e não disse eu sangro pelas orelhas e tento segurar com os dedos por favor senhor tire os seus sapatos e não exploda nossos aviões e então vejamos dentro de você se há ossos que não deveria haver há um pedaço da sala que não foi pintado e cheira a mofo a mar a tinta ausente e olhar é ruim e nós nunca pintamos só o quarto sem janela e sem lâmpada que tremeluz com o calor e não tinha ninguém lá açafrão alecrim cravo e cominho caídos no chão as mãos estraçalhando a mesa farpas e agulhas nenhuma chuva nenhum calor umidade engasgada céu cor de marfim porta trancada deitar no carpete sem respirar com um fantasma no sapato eloquente exemplar interesseiro unha quebrada com carvão olho na nuca procurando e você veio de longe só pra voltar e é sentir dentro o de fora explodindo chora sem parar cabelo arranhado teto sem estrela passo na areia sem pesar sua mão em aceno sem apelo afundar em 1.