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20130307
DESFERIADO
adj.: 1- atingido por um golpe fatal, sem necessariamente merecê-lo mas com o sentimento de que não poderia ter sido diferente.
2- faminto.
isto é:
de palavras,
desenho,
dicionário,
H.Chiurciu,
ilustração,
racionalismo aleatório
20130114
peça para aniversário de coryl - allan kaprow
Querida Coryl,
Como você e eu planejamos, passaremos essa tarde e noite juntos. Nós faremos compras, comeremos em um restaurante, talvez passaremos na festa dos Harrissons. Nesse tempo, que será considerado em todos os sentido como tempo normal, nós faremos a seguinte peça. Ela irá se interlaçar entre os aspectos cotidianos de nosso dia juntos.
Cada um de nós carregará conosco um espelho (de cerca de 3 cm quadrados) numa sacola de plástico. Durante este dia, sempre que qualquer um de nós desejar, nós pediremos que o outro fique parado por um momento e olharemos no espelho e focaremos no reflexo de uma parte do corpo do outro: um olho, uma boca, a face inteira, uma mão, um pé ou joelho etc.
Quanto da parte do corpo é refletida depende, claro, de quão perto ou distante estaremos um do outro, e de quão perto nossos olhos estarão do próprio espelho. O ângulo da reflexão também fará diferença: se alto ou muito baixo, ou de lado, ou inclinado. Isto será uma espécie de edição. E isso obviamente requererá que nos viremos de costas para nos vermos.
Quanto tivermos a parte do corpo que queremos, nós traçaremos [no espelho] com a ponta do dedo, tão lentamente ou rapidamente quanto quisermos, o contorno dessa parte do corpo, ou podemos preencher o contorno como se estivéssemos pintando. Quando tivermos terminados, colocaremos o espelho de volta na sacola e seguiremos fazendo nossas compras ou o que quer que seja.
Alternativamente, nós poderemos fazer uma variação desta atividade. Um de nós decidirá em algum momento particular pedir para olhar diretamente para uma parte do corpo da outra pessoa: uma orelha, uma cintura ou costas, uma virilha, um dedo. Então, ao invés de traçar o contorno da parte no espelho, ou preenchê-la, nós a traçaremos no corpo do outro.
Isto, também, será uma espécie de edição ou escolha; e como nós a faremos dependerá na forma como sentimos e no que pensamos. Nosso toque pode ser distanciado, ou afável, ou absorvido pela curiosidade; pode ser bem breve ou extenso. E, durante todos esses momentos, estaremos livres para conversar normalmente e para falarmos sobre o que acontece. Essas serão duas atividades alternativas que poderão ser realizadas em qualquer ordem ou repetição.
Durante o dia, e dependendo se estivermos em público ou sozinhos, podemos também pedir ao outro que modifique como uma parte específica do corpo pode ser vista: mudando a posição, adicionando ou removendo um objeto como um copo d'água, adicionando ou removendo roupas. Se nos pedirem para tirar nossas roupas, sentimentos sexuais não são necessariamente o ponto central da peça, mas também não estão excluídos.
Nós adicionaremos mais uma forma de atenção ao dia: aquela de um gravador de som. Nós gravaremos os sons dessas reflexões e traçados, e nossa fala sobre elas, ligando o gravador antecipadamente a qualquer momento que quisermos, e desligando-o depois, conforme a atividade se desenrola para coisas "normais" como fazer compras ou preparar uma xícara de chá. Onde a "peça" está ou não está depende da decisão de cada um de nós. Mais tarde, ouvir as sequências de gravações talvez seja uma forma de retraçar, e talvez outra reflexão de algum valor.
Finalmente, a peça foi feita para honrar nosso aniversário em 21 de dezembro. Mas, se nós o quisermos, podemos estendê-la além deste dia.
com amor,
seu Allan
20120314
Desenho na carteira
20111006
C.M.K.

Eu juro que me lembro de ter anotado a data do desenho com a data do dia em que eu fiz ele em vez de 30 de novembro de dois mil e onze. O da esquerda tá um pouco menos errado que o da direita. Os dois representam o quão hipecinética essa criatura é.
isto é:
desenho,
hipercinética,
hipercinetismo,
japão,
menina hipercinética
20110614
HH792 - Parte 2

Daí a Sarinha se controlava, ou melhor, não se controlava mas ficava na dela talvez porque não tinha os instintos assassinos ou porque no fundo no fundo nem ligava mas com certeza um dia vai acabar lembrando da situação como uma daquelas em que o ser humano pensa que poderia ter travado um debate acalorado regado a argumentos sólidos e rAcIoNaIs. A Cinthya, no entanto, a julgar pelos tremores sutis e pela vermelhidez facial, tinha cara de quem ia, a qualquer momento, se dirigir até a professora e cometer um hOmIcÍdIo triplamente qualificado contra a mesma como quem serve de exemplo em alguma analogia idiota que não tem por que estar no texto além de iNfLaCiOnAr a contagem de palavras.
Aí o leitor com certeza deve pensar que isso foi cuidadosamente planejado, ou que essa oração é uma tentativa de inciante de despistar o raciocínio do telespectador, ou tentativa de escrever em uma meta-linguagem elaborada né? Aí ele já sabe exatamente o que é esse parágrafo.
Eu acho interessante desenhar imitando alguma estilização histórica. Desenhar "estilo mangá" , "estilo Marvel" etc. O desenhador se esforça pra fazer uma coisa que ele já sabe que é bonita. Eu não tenho saco pra me esforçar tanto assim. Aliás eu não tenho saco pra me esforçar por motivo nenhum, no geral. A preguiça me faz ignorar um monte de proporções e desenhar umas coisas estranhas. Aí eu vejo o desenho e lembro do rosto dela e a imagem vem como se fosse uma foto (olha a metáfora! e olha a observação ignorável entre parênteses). Aí eu penso "Não, ele é mais redondo, os lábios e os olhos são menores". Normal, aí se eu for racionalizar de um jeito que exalte a minha tosquisse artística eu posso dizer que "Ah é legal porque aí eu me lembro dela direitinho". No fim é a imagem da Sara que passou pela minha cabeça e foi parar no papel. É uma espécie de documentação.
Falando em coisas óbvias, quem entra nesse blogue além dos próprios autores? Acho que ninguém.
20110611
20110603
3 insetos (poemas ilustrados)
Gritei,
mas tranquilizou-me
mas tranquilizou-me
a Barata.
Simpática, singela,
disse que adorava banho
e só comia comida de cachorro de raça.
Ficamos amigos,
mas foi muito breve;
morreu.
Simpática, singela,
disse que adorava banho
e só comia comida de cachorro de raça.
Ficamos amigos,
mas foi muito breve;
morreu.
2.
Siriri, Siriri...
Faz-me tremer quando treme,
aleijado,
no chão da minha cozinha.
3.
Inseto,
sim, de certo.
mas qual?
Corpo cinza, de ar jurássico,
tem antenas? Será que voa?
E se for venenoso, que fazer?!
Apago a luz,
deixo a sala.
isto é:
desenho,
H.Chiurciu,
insetos,
poesia de geladeira
20110508
Ah-Um
isto é:
amish,
barba,
companheiros,
correção história,
desenho,
jazz,
série,
Swordfishtrombone
20110502
20110430
20110426
20110410
Pois bem!
isto é:
arqueiro,
aula,
descanso,
desenho,
pausa,
quase-haicai,
rabisco,
refresco,
Swordfishtrombone
20110331
20101202
20101124
Sobre Benjamin sobre o ator

aktior spassiot liudi liubliut smatret liudi liubliut aktior on liobov liudiei.
aKtior prevoshodIt. Nam On spassiot.
20100911
20100609
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