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20131214

estruturalismo punk


(intro: kebra-kebra na batera)

(grito loko estourado no mic)

(baixo fera conduz)

(aí refrão:)

COCÔ ALHEIO, COCÔ DE OUTREM
FLUTUANDO
NA PRIVADA DESDE ONTEM

x 4

(kebra-kebra feedback)

(pank pank pank pank)

(grito loko estourado no mic)

(baixo fera conduz)


(outro: kebra-kebra na batera)

20130830

lorota fotográfica II



as ferramentas
(saber escrever, editar uma foto
olhar para as coisas
cultuar a imagem)
podem ser usadas das mais variadas formas

o tempo também

tenho gastado meu tempo jogando na internet
e editando fotos da minha avatar
que se chama lara lorota
não sei se é bom ou não

às vezes lembro que vou morrer

20100725

como perdi minha esposa mais rápido do que bebi toda aquela vodka com açaí


chego em casa da minha sessão de footing
depois de três ou quatro
dias passados fora
e percebo (com graça e com razão)
que minha calça
tem cheiro de cocô.


20091025











Meus companheiros:

É sempre com um pouco de angústia (é, algo assim, que eu sinto até mesmo introspectivo) que eu aviso a vocês: hoje parto.

Falei ontem com o Teo Jaszó e ele me confirmou, está tudo certo lá para minha chegada. Projetores instalados e tomadas e projecionistas indefectíveis - tudo que eu precisava.
Então acho que não há por que me alongar mais por aqui. Se por alguma outra razão ontem o Daniel Rebiggi não tivesse quebrado minha estante, e bem no momento em que meu apartamento se encontrava alagado! (meus livros TODOS caíram naquela água suja de máquina de lavar), não sei, talvez eu ainda ficasse um pouco. Mas, cacilda, ele me disse assim, "É, pô, foi mal...ai, merda, foi mal mesmo...mas na Europa é mais barato, né? Dá pra você comprar até numas edições melhores...", enfim, não concordo, porque gosto das minhas Brasilienses (e Iluminuras), mas...também, se dizem que estou no período de "auge da vida", por que não ir até a Europa para projetar tudo lá e de quebra ainda confirmar se vale a pena montar minha biblioteca de novo?
Eu sei que é um pensamento meio idiota, mas, enfim, meu vôo já está marcado hoje para as 18h20 (quer dizer, não é tanto 'meu' vôo, porque só ontem eu decidi e por sorte consegui um lugar). Também acho que minha estada não será tão longa...eles devem se cansar fácil dos filmes....(difícil não me sentir como uma espécie de Rüdiger Vogler naquele filme do Wim Wenders, o No Decurso do Tempo...acho que gosto dessa sensação) e (mas não pretendo fazer cocô pra todos verem!) aí eu volto. Não (isso eu decidi agora, por uma questão de tempo) vou abrir um espaço ou tempo praquelas encomendinhas que todo mundo sempre quer fazer....só prometo trazer breguetes pros aniversários de um raio de três semanas para frente e para trás!

Abs!

20090604

Atividade_1: Muler de fases (une memoire)

"A gente morava tudo junto, tocava violão, bebia... Bom, era basicamente um apê cheio de vagabundo achando que ainda tava no auge do, sei lá, novobaianismo. Mas era legal, era uma turma toda muito juntinha e tal, a gente funcionava. Teve uma época em que o Gu chamou um amigo dele pra morar lá, acho que era Bruno ou Fernando, sei lá, um nome sem graça desses. Era um cara legal, assim, meio esquisito, mas nunca fez mal nenhum. O Lê que não curtia muito ele, mas tudo bem, a gente continuou funcionando – pelo menos por um tempo. Depois que o Lê e a Nina começaram a ficar juntos a coisa meio que degringolou. Eles foram ficando fascinados pelo centro, barzinho e cinema e aí a galera ficou toda animada também, ainda mais depois que teve aquela festa toda. Era legal, mesmo, só que era caro e a nossa grana não dava pra esse tipo de vida. Aí foi um tal de correr atrás de trampo, dinheiro, a coisa foi sofisticando, tudo pra sustentar um tipo de padrão de vida novo. Foi assim que acabou, eu não acho que tenha sido ruim, foi só uma coisa que aconteceu e que depois passou. Fase."

(BRASIL, B. do. in: Memoires dune Poutainette - Rio de Janeiro, Globo, 1997)