20131214
estruturalismo punk
20130830
lorota fotográfica II
20100725
como perdi minha esposa mais rápido do que bebi toda aquela vodka com açaí
20100321
juventude
20091025
Então acho que não há por que me alongar mais por aqui. Se por alguma outra razão ontem o Daniel Rebiggi não tivesse quebrado minha estante, e bem no momento em que meu apartamento se encontrava alagado! (meus livros TODOS caíram naquela água suja de máquina de lavar), não sei, talvez eu ainda ficasse um pouco. Mas, cacilda, ele me disse assim, "É, pô, foi mal...ai, merda, foi mal mesmo...mas na Europa é mais barato, né? Dá pra você comprar até numas edições melhores...", enfim, não concordo, porque gosto das minhas Brasilienses (e Iluminuras), mas...também, se dizem que estou no período de "auge da vida", por que não ir até a Europa para projetar tudo lá e de quebra ainda confirmar se vale a pena montar minha biblioteca de novo?
Eu sei que é um pensamento meio idiota, mas, enfim, meu vôo já está marcado hoje para as 18h20 (quer dizer, não é tanto 'meu' vôo, porque só ontem eu decidi e por sorte consegui um lugar). Também acho que minha estada não será tão longa...eles devem se cansar fácil dos filmes....(difícil não me sentir como uma espécie de Rüdiger Vogler naquele filme do Wim Wenders, o No Decurso do Tempo...acho que gosto dessa sensação) e (mas não pretendo fazer cocô pra todos verem!) aí eu volto. Não (isso eu decidi agora, por uma questão de tempo) vou abrir um espaço ou tempo praquelas encomendinhas que todo mundo sempre quer fazer....só prometo trazer breguetes pros aniversários de um raio de três semanas para frente e para trás!
20090604
Atividade_1: Muler de fases (une memoire)
"A gente morava tudo junto, tocava violão, bebia... Bom, era basicamente um apê cheio de vagabundo achando que ainda tava no auge do, sei lá, novobaianismo. Mas era legal, era uma turma toda muito juntinha e tal, a gente funcionava. Teve uma época em que o Gu chamou um amigo dele pra morar lá, acho que era Bruno ou Fernando, sei lá, um nome sem graça desses. Era um cara legal, assim, meio esquisito, mas nunca fez mal nenhum. O Lê que não curtia muito ele, mas tudo bem, a gente continuou funcionando – pelo menos por um tempo. Depois que o Lê e a Nina começaram a ficar juntos a coisa meio que degringolou. Eles foram ficando fascinados pelo centro, barzinho e cinema e aí a galera ficou toda animada também, ainda mais depois que teve aquela festa toda. Era legal, mesmo, só que era caro e a nossa grana não dava pra esse tipo de vida. Aí foi um tal de correr atrás de trampo, dinheiro, a coisa foi sofisticando, tudo pra sustentar um tipo de padrão de vida novo. Foi assim que acabou, eu não acho que tenha sido ruim, foi só uma coisa que aconteceu e que depois passou. Fase."
(BRASIL, B. do. in: Memoires dune Poutainette - Rio de Janeiro, Globo, 1997)


