Caros,
venho publicamente responder a certas insinuações;
insinuações de que eu ando (cito:) "tramando algo".
não estou.
adoraria que fosse o caso, que tivesse um golpe nas mangas, um projeto desembocador de trombas prestes a surgir, mas não é o caso.
ademais, peço perdão pela ausência e espero remediá-la em breve.
att.
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20140930
20110409
quotediana: samovar
Viver é mergulhar uma porção de rússia num copo de sono quente; é fazer uma infusão lenta de tudo que há na Alma.
isto é:
cotidiano,
H.Chiurciu,
samovar,
seriedade russa,
sono,
vídeo
20110201
SONO: repertório invocativo
"No sono nós estamos todos sozinhos e nus, no Sono nós estamos unidos no coração da noite e da escuridão..."
(T. Wolfe)
isto é:
colaborativismo freestyle,
elefante,
H.Chiurciu,
raul seixas,
rosa,
sono,
vídeo
20101201
20091020
Um protesto muito bonito mas que não faz sentido nenhum, já que foi escrito mais a pedido do "tirano" em questão que por vontade própria ou revolta.
Belo dia um tirano,
Todo pintado de verde,
Decidiu ficar insano
E colou-se na parede.
A parede ela era rosa,
Seu queijinho era bom,
Seja em verso, seja em prosa,
Sua faca era seu dom.
Maluquinho por poder
Na República mandar,
Faz de tudo sem contar
Pros parceiros de pomar,
Pros irmãos que, a gritar,
Mandam ele se foder.
isto é:
bangalô,
ditadura,
H.Chiurciu,
poesia,
política,
sono,
um grito de protesto
20090829
Sininho da madrugada
Sabia porque se incomodava tanto quando queria escrever de'noite. Sua máquina de escrever com carinha de safada olhava lá do fundo do quarto. Entendia bem o sentimento da governanta nas madrugadas. Era como se gozasse com fogos de artifício ainda que nas transas surdinas ou mesmo como se pintasse o rodapé com metralhadoras. Deselegância comunitária.
Amanhã é domingo, meu amor, de pernas longas e carnudas,
me olhará como uma menininha perguntando se pode.
E era madrugada, e o sótão todo vazio de escuro e de madeiras recheadas de baratas discretas. Não havia muito o que fazer além de pensar ou dormir. Quando já não pôde fazer nenhuma das coisas, o dia já pulverizava todo o pó por onde se passou e pensou fogos e metralhadoras e aquele amor todo delicadinho que se tem vergonha de dizer e só se tem vontade de tocar, em discrepânc-.
Até a noite e a inspiração chegarem. E não se poder mais escrever com gemidos ou sirenes atômicas. Pelo bom con-domínio. Ele precisava transcender os clichês, era um fato.
Amanhã é domingo, meu amor, de pernas longas e carnudas,
me olhará como uma menininha perguntando se pode.
E era madrugada, e o sótão todo vazio de escuro e de madeiras recheadas de baratas discretas. Não havia muito o que fazer além de pensar ou dormir. Quando já não pôde fazer nenhuma das coisas, o dia já pulverizava todo o pó por onde se passou e pensou fogos e metralhadoras e aquele amor todo delicadinho que se tem vergonha de dizer e só se tem vontade de tocar, em discrepânc-.
Até a noite e a inspiração chegarem. E não se poder mais escrever com gemidos ou sirenes atômicas. Pelo bom con-domínio. Ele precisava transcender os clichês, era um fato.
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