Mostrando postagens com marcador cabaços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cabaços. Mostrar todas as postagens

20100506

PESQUISA DE OPINIÃO ACERCA DUM POSSÍVEL (grandioso) EVENTO!!!

como tema-motriz para o PRIMEIRO ENCONTRO OFICIAL/GERAL DOS CABAÇOS & AFINS, você prefereria:


1; CAMPEONATO DE TEKKEN/KOF

2; SESSÃO DE RPG (ROLE-PLAYING-GAME)

3; MACARRONADA COLETIVA*
(* tendo o molho e o macarrão, cada pessoa traz um ingrediente de sua preferência para agregar valor ao caldeirão)



6; TORNEIO DE UÍSTE

7; PARTIDA DE POKÉMON (o jogo de tabuleiro)


VOTEM!!!!!!!!!!!

20100310

Assim Funciona Uma República

Vou citar aqui um texto que está num livro da época em que minha mãe tava apenas começando as traduções de literatura hispano-portenha:

" - Bem, Tranján - Enrique rodopiou o prato sobre a bancada - Você já sabe que não confiei e nunca confiaria em Igor Goleja depois dos trâmites...legais em que ele se envolveu com a Rulleyo.

Tranján fungou e se remexeu, esperando o prato cair ou que Julia fizesse qualquer comentário inesperado que atrapalhasse o gordo.

- De todo modo, é exemplar que nas fábricas nós tenhamos conseguido disfarçar a presença dele. Existem pelo menos outros três gerentes mais cabeludos, mais competentes e muito menos confiáveis, sob o ponto de vista de Juan Quijón, dos quais eu me livraria antes de encostar um dedo no seu amigo.

- Igor só se envolveu com Rulleyo depois que Buenos Aires ficou fora de cogitação para vocês dois, isso é fato! - protestou Julia, de batom borrado.

- E vai se esculachar!

O gordo e Tranján riram-se tanto que o prato, obviamente uma louça tré¹ fina, se espatifou no chão, espalhando os capeletti pela cozinha da moça. Julia ofendeu-se de tal modo que o pano de chão que procurou foi o pior que poderia encontrar.

- Mas não se preocupe, paquita. Nós vamos cuidar bem dele."


¹Em francês, no original.

extraído de "El aborígene", de Antón H. Rojilo

20100227

Godard é meu amigo





O problema não é o Godard.

O problema é o rabo cheiroso do Godard e os fungadores incessantes.

Mas, oras, livres são os narizes: a questão é que temos duas narinas e o bumbum do Godard parece às vezes magnetizar as duas (não que seja culpa do bumbum em si - é algo das narinas, que entre si acabam formando um pólo e atraem-se umas às outras).

Como é cheiroso o derrière world music, e o próprio Godard nos ensina isso!

(Mas melhor que se procure também aquilo que ele ainda não conhece! O melhor jeito de se conseguir um amigo é dar-lhe um presente surpreendente, assim meu amigo Henrique acredita.)


Sou eu mesmo um cheirador do Godard, como alguns dos meus amigos mais íntimos. Mas que beleza que é que tenhamos também uns aos outros e toda uma vasta carta para visitarmos de vez em quando. Não é de fazer tremer nas bases, aqueles que só gostam do bumbum da Seberg, Karina, Bardot, Goya, Fonda, Miéville?
(Se bem que estejam em boa companhia)






De todo modo, esperamos todos nós pelo Socialismo.

20091206

Cante uma canção, por favor.

Pode ser qualquer uma, de qualquer lugar do mundo, interpretada do jeito que você se sentir melhor. Grave como puder e poste aqui!

Teremos todos um final de ano bem mais feliz desse jeito. =)

20090604

Atividade_1: Muler de fases (une memoire)

"A gente morava tudo junto, tocava violão, bebia... Bom, era basicamente um apê cheio de vagabundo achando que ainda tava no auge do, sei lá, novobaianismo. Mas era legal, era uma turma toda muito juntinha e tal, a gente funcionava. Teve uma época em que o Gu chamou um amigo dele pra morar lá, acho que era Bruno ou Fernando, sei lá, um nome sem graça desses. Era um cara legal, assim, meio esquisito, mas nunca fez mal nenhum. O Lê que não curtia muito ele, mas tudo bem, a gente continuou funcionando – pelo menos por um tempo. Depois que o Lê e a Nina começaram a ficar juntos a coisa meio que degringolou. Eles foram ficando fascinados pelo centro, barzinho e cinema e aí a galera ficou toda animada também, ainda mais depois que teve aquela festa toda. Era legal, mesmo, só que era caro e a nossa grana não dava pra esse tipo de vida. Aí foi um tal de correr atrás de trampo, dinheiro, a coisa foi sofisticando, tudo pra sustentar um tipo de padrão de vida novo. Foi assim que acabou, eu não acho que tenha sido ruim, foi só uma coisa que aconteceu e que depois passou. Fase."

(BRASIL, B. do. in: Memoires dune Poutainette - Rio de Janeiro, Globo, 1997)