Mostrando postagens com marcador arte política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte política. Mostrar todas as postagens

20141220

poema político contra a poesia de jogo de palavra (manifesto contra a juventude ou: a nova rima é entre e intra palavras ou: aliteração radical é Bela ou: mais um manifesto contra a beleza ou: o poeta enquanto manifestante enquanto Homem de bem ou: a revolta como situação adormece ou: facebook é ainda mais uma morte da poesia ou: argumentontardio contra vídeo que vi faz tempo no youtube)

habita as palavras o hábito
o mau hálito
halitose ácida, acidose básica
a cidade ácida germina o germe
poético político estético

transeunte em transe no trânsito nervoso
das manifestações vorazes da vontade de falar
denunciar o falo, o falso, o fascista
a família falha
o coxinha coxo de razão
assume o gosto da denúncia na boca
mas percebe: o amargor é menor que a doçura

as palavras são jogo, a luta é linda, tudo explode no floreamento da linguagem
flores, não dores
a sede cede ao poema
posiciona-se e sinaliza-se solidário
busca-se o calor do corpo social
e o quentinho dentro do peito

não importa se boa; se Boa e Bonita (rubrica: sons soberbos sob suave indignação vocal), já está bem
muito bem
de bem
para bens

~
~
~

20130815

Sobre ser um ser cultural, II.

No romance "Dance Dance Dance", do Murakami, sempre que perguntam ao protagonista o que ele faz pra viver, ele diz que "limpa neve" (será que foi assim que traduziram? na versão em inglês é "shoveling snow").

O interlocutor frequentemente reage confuso, "Você limpa neve?".

O protagonista, que é também o narrador do livro e, provavelmente, é a mesma voz masculina de 90% dos outros romances do Murakami, responde:

"É, sabe, neve cultural".

(ele escreve para revistas de viagem sobre restaurantes, dentre outras coisas)

Enfim, isso tudo porque alguém precisa limpar a neve de frente das casas e de cima dos carros para que as pessoas possam andar. Não há nada de errado com isso.

E é assim que é.

20130424

desaforismos

abro o facebook e constato mais uma vez que meus novos conhecidos fazem parte do mesmo círculo de velhos conhecidos. círculo este que, por atrevimento, chamarei de "artístico".

leio no carro mais um conto de murakami: o protagonista trabalha num banco coletando dívidas. frequentemente, os personagens vão para as mais diversas regiões do japão. não sei se existe rigor no modo como murakami os representa, mas imagino que sim.

li no carro porque aconteceu um acidente na av. brasil. levei pouco mais de uma hora até o trabalho. dois carros não deram passagem para o carro do resgate. um deles, a meu lado, era dirigido por um homem de terno, que gesticulou nervoso ao resgate: "passa por cima!".

para alguém que está dentro do círculo "artístico", com amigos "artistas" (pessoas que orbitam em torno da arte, de seus sistemas e problemas), um homem que trabalha num banco é tão "outro" quanto os índios da floresta atlântica (eles ainda sobrevivem).

como é possível falar sobre os "outros" sem se sentir simplificador, mentiroso, corajoso de um jeito burro?

já vi algumas pessoas surpresas porque minha namorada é farmacêutica, está em outro mundo. eu, pelo contrário, fico surpreso que as pessoas fiquem tranquilas num ambiente como a abertura de uma exposição.

quando estive em berlim, com henrique rocha, fui a algumas festas com ele, conheci alguns de seus amigos. todos eles estudavam coisas "outras": engenharia, administração, economia, as ciências que podem dar dinheiro etc. ninguém se interessava em ouvir nada sobre cinema ou qualquer coisa de meu mundo.

quando estive em bruxelas, com henrique chiurciu, quase todos que conhecemos não paravam de falar em cinema e na cena local e em suas notas no trabalho prático de conclusão do mestrado. de 0 a 20, 15 era uma nota alta e isso parecia fazer toda diferença para eles.

um filme (uma carreira, uma vida) medido por uma nota de 0 a 20.

20120107

poema para falar a verdade

as minhas palavras
não dizem
o que eu digo
elas dizem o que elas dizem
e eu apenas silêncio.

a minha voz não é abraços
não é beijos
não é amor
minha voz é só.

não sei mais entender
nem pensar
quero apenas um outro
qualquer
agora.

na rua do lado tem um castelo
- bonito e medieval e fantástico -
dentro dele tem uma pista de dança
- dinâmica e estroboscópica e venal -
nela tem uma moça
que nunca vai me perdoar
- e eu não sei a categoria do meu pecado.

juro ser bom
juro ser puro
juro ser santo
mas meu vício é pensar
em labirintos
e em torres
e então não sei mais.

tento sussurrar amor
meus punhos tateiam paz
sonho futuros
de hortelã
bêbado em uma poça de nada.

e então vomito idiotices sobre minhas intenções mal realizadas
buscando uma redenção dos covardes preguiçosos
e finjo dormir bem
porque senão
senão.

eu durmo na cruz porque a cama está longe.

20111209

Análise crítica e reflexão sobre o vídeo "Escolinha do Pedagogo Alquiminto"

http://www.youtube.com/watch?v=VtyBlvhOX3A vídeo analisado


A arte política não é apenas panfleto - essa é uma acusação feita pelos seus detratores, e é uma acusação de tanta carga político-ideológica quanto a arte atacada. Fazer arte política não é musicar uma propaganda partidária nem dançar enquanto se recitam as teses de Marx - ao menos não só; a arte política é aquela que reflete e pensa criticamente o seu próprio tempo e produz conteúdo de valor estético-formal que remeta à "realidade" e tome posições diante dela.

Isso posto, deixo claro logo de início que considero louvável a produção de vídeos que se proponham a refletir sobre tudo que tem ocorrido na USP: é necessário que criemos contrapontos à Versão Oficial dos fatos, que expressemos nossos olhares sobre o que aconteceu e nossas exigências. Levando em conta a minha visão (acima expressada) acerca de arte política, considero necessidade básica que os vídeos produzidos não se valham apenas pelo "conteúdo" (se é que isso existe): se vamos criar "objetos artísticos de protesto", é óbvio que a estética segundo a qual eles existem seja tão pensada quanto "o que eles dizem" - ainda mais se tratando de uma peça ficcional, e não uma reportagem ou um ensaio.

Nesse sentido, considero o vídeo problemático em diversos aspectos.

A suposta "paródia" dos programas de tv do tipo "Escolinha do Professor Raimundo" e similares não é, em si só, um problema - a paródia é reconhecida como arma efetiva de crítica e ridicularização de idéias há tempos. A questão aqui é: o que estamos parodiando? Programas como "Escolinha" se baseiam em uma situação supostamente ordeira (aula) que se revela proto-anárquica, com a presença de diversos "tipos" engraçados e a falta de controle do professor sobre os alunos - é, basicamente, humor de personagem e de situação. A paródia realizada não parece compreender isso muito bem, apenas absorvendo o cenário - escola - e o título, sem emular verdadeiramente o "espírito" do programa. Constrói-se uma situação onde o único personagem verdadeiro é o professor (paródia de Geraldo Alckmin? é impossível saber: afora o nome ("Alquiminto"), não há nenhum tipo de estabelecimento de paralelos com o governador, nem com suas idéias, nem mesmo com o seu físico. tudo que vemos é um professor gritalhão e desagradável.), onde os alunos são rostos apagados, máscaras* ou corporificação de idéias básicas. Paradoxalmente, dessa maneira, dá-se muito mais "poder" ao professor do que nos programas parodiados - como só ele fala e tem personalidade definida, é apenas a sua presença que domina o vídeo.

(* abro aqui um parêntese para comentar as máscaras: o que elas significam? colocar os "rostos" de "inimigos" dentro de uma classe apática e aparentemente não alinhada ao professor totalitário não faz muito sentido - teoricamente, datena, rodas e quetais estariam totalmente aliados ao governador e não necessitariam de "aulas de democracia" para se colocarem ao seu lado. além disso, acredito que o rosto de reinaldo azevedo seja bem pouco conhecido e a sua presença lá acaba se tornando uma espécie de "piada interna" pouco interessante - ainda que eu o despreze etc.)

O problema principal que vejo no vídeo é, no entanto, um só: indecisão. Sendo grosseiro, existem duas modalidades possíveis de arte política: radical-revolucionária e reformista-controlada. As duas são válidas e cada uma tem prioridades diferentes: o primeiro modelo pressupõe-se mais objeto artístico do que necessariamente objeto de conscientização - há uma certa "integridade" por trás da obra proposta que não será violada nem "diluída" na tentativa de torná-la mais acessível/palatável a mais gente. Não há absolutamente nada de errado quanto a isso: existem exemplos históricos de arte radical bastante louvável, desde diversas bandas punks que não pretendem buscar consenso até os filmes do casal Straub-Huillet, de teor marxista-materialista inveterado que não se rende a concessões "clássicas" sobre narrativa ou espetáculo. É importante notar, no entanto, que essas obras pautam-se pelo encontro de um conteúdo radical aliado a uma estética tão extrema quanto - uma noção que vem fortalecida desde a arte revolucionária soviética. Cria-se um objeto que não só "diz" revolução mas também "é" revolução.

O segundo modelo, de "conciliação", teria uma preocupação maior com um suposto contato com o público-alvo e a transmissão de idéias de maneira talvez "homeopática" - evita-se a violência das verdades gritadas e procura-se o caminho do convencimento gradual. Nesse caso, adotam-se modelos formais já convencionais e reconhecíveis, numa tentativa de acesso ao público por uma via que ele já conheça - é o caso, por exemplo, de reportagens que emulem os formatos da grande mídia, de documentários como "Uma Verdade Inconveniente", etc. Procuramos mostrar "o nosso lado" de uma maneira que evoque as fabulações já propostas pelo "outro lado".

O que o vídeo analisado parece fazer, para mim, é bambear entre essas duas propostas sem ter certeza do que pretende. No sentido de "conciliação", adota um formato pretensamente reconhecível - a paródia de um programa televisivo familiar a grande parte da sociedade brasileira. No sentido "radical", a retórica adotada é extremamente violenta e cheia de gritos. No sentido de "conciliação", há um momento extremamente didático de explanação de porque certas atitudes seriam anti-democráticas. No sentido "radical", há a reprodução de imagens bastante violentas e perturbadoras (tortura, insinuação sexual forçada, etc). O resultado final acaba sendo esquizofrênico - um vídeo que, do nosso lado, só traz os gritos e o ódio, mas cujo formato é uma emulação precária do pior que o formalismo-conservador tem a oferecer.

Eu não seria contrário a um vídeo que fosse puro ódio - ainda que não saiba exatamente a que "propósito" se prestaria, que não seja o da arte extremamente individualista e pessoal -, caso ele se inspirasse em formas verdadeiramente diferentes e radicais e novas. Eu não seria contrário, também, a um vídeo "proselitista" que emulasse formatos "batidos" na tentativa de comunicar uma idéia que precisa urgentemente ser comunicada. O que me incomoda nesse caso é que o vídeo realizado parece não ter "função" alguma.

Como objeto-artístico-em-si-só, é de realização precária e confusa - a decupagem alterna entre o utilitarismo do plano geral-plano detalhe sem se propôr nem à paródia bem realizada da estética dos programas televisivos (que têm suas especificades), nem a uma tentativa de outra estética nova ou pensada, que fuja um pouco do básico-lavado imposto ao mundo pelas câmeras digitais de alta-definição. Há momentos de pura confusão estética: o interlúdio "bossa-nova", o trecho regado a música erudita (e o aparente regojizo frente às imagens de violência), o final "quebrando a quarta parede" que parece desconexo do resto do filme, etc. As piadas parecem evocar apenas o mais pueril e vulgar e simplista da programação de comédia da tv aberta, numa operação que acaba associando essa vulgaridade às "idéias" que tentamos propagar - quando, no fim, faz-se a piada com "dedo no cu", não estamos sendo quebradores de paradigma nem revolucionários: estamos apenas perpetuando um discurso vulgar, simplista e reacionário quanto a sexo e corpo, agora associado aos "nossos ideais".

Como objeto-político-de-conscientização, é um produto extremamente confuso: assisti o vídeo algumas vezes e ainda tenho dificuldade em compreender o que ele "quer dizer", afora talvez "Não gostamos de Geraldo Alckmin.". Não há nenhum momento real de discussão ou refutação de idéias, de reflexão sobre os acontecimentos ou mesmo de esclarecimento real sobre "qual é a questão": o instante mais "sério", a pergunta do personagem "Pedrinho", perde a maior parte da sua força por ser direcionada a um interlocutor tão obviamente estúpido (a ponto de não representar absolutamente nada) e por ser executada de maneira ultra-didática-professoral que destoa agressivamente do resto do vídeo. A impressão passada pelo conteúdo do vídeo é que nós, alunos da USP, odiamos alguma visão distorcida de Geraldo Alckmin (embora nem saibamos direito o que ele acha ou pensa) e não temos nada a propor ou falar sobre isso. Esse procedimento, aliás, de ridicularizar o interlocutor e atribuir a ele idéias estúpidas para mais fácil refutá-las tem um nome, "Falácia do Espantalho", e é uma das estratégias mais comuns da chamada "mídia golpista" que tentamos criticar (é só pensar na palavra de ordem "Ah, mas que vergonha/achar que a greve é por causa da maconha", que só existe para refutar esse tipo de simplificação sobre o nosso movimento).

Não escrevo isso com o intuito de ridicularizar nem de destruir: proponho apenas uma reflexão sobre o vídeo, suas características e seus objetivos: no meu contato com a obra, a impressão que ficou foi de algo de teor extremamente vulgar, pouco pensado, sem objetivo claro e cujo "efeito" final, caso tenha algum contato com o "público", seria apenas o de associar a nós uma imagem raivosa, pouco construtiva, nada aberta ao diálogo e incapaz de criar um discurso coerente e atrativo.

Gostaria que pensássemos: o que queremos obter com a nossa "produção de greve"? Gostaria que refletíssemos no intuito de criarmos obras que sejam reflexo do que pensamos: que explorem novos formatos, que explorem novas idéias e que procurem, verdadeiramente, um diálogo e uma maneira de expormos O Que Vemos E Pensamos Aqui Na Usp. Não quero uma arte "coxinha" nem "pelega": não acho que devemos apenas emular formatos jornalisticos e nos portarmos como "bons meninos" - isso não seria justo nem interessante. Acredito que seja possível, no entanto, praticarmos uma arte que seja "nossa", genuinamente, e que seja baseada nas nossas preocupações estéticas e políticas sem se render ao ódio fácil e "espontâneo" e pouco pensado.


Guilherme Assis, 09/12/2011

Aluno do Curso Superior do Audiovisual - ECA - USP.

20111202

carta aberta a inimigos

é isso
que você quer semear?

areia jogada no asfalto?

seus dedos
já são calejados?
já morreram, viraram papiro?

seus olhos
já vitrificaram?
já aprenderam a ser telescópios?

sua boca
já apodreceu?
já arrombou-se a ponto de avesso?

seus pés
já são uma escada?
já alcançaram seu mau paraíso?

sua testa
já enobreceu?
já tornou-se um trono de piche?

seu corpo
já se vendeu?
já dilui-se em feira pagã?

o abismo da própria dureza
a jaula cavada no escuro
tristeza das mentiras desditas
espreitando sem crer sem futuro.

você
já nem existe.

você
tateia com unhas.

você
é uma abstração.

você
grasna sozinho.

você
não possui a palavra.

você
procura seus chinelos.

você
abdica de tudo.

você
vai sumir.

20111127

ode aos colunistas da folha ilustrada

oh!, como deve ser belo
ser um dos colunistas do caderno "Ilustrada" da Folha!

oh!, os heróis modernos
que se escondem na última página do caderno "Ilustrada" da Folha!

quando estou triste e quero me alegrar
leio os pensadores do caderno "Ilustrada" da Folha!

joão pereira coutinho, mestre da ironia
pena afiada
sangue português dos bons!
embeleza o caderno "Ilustrada" da Folha!

luiz felipe pondé, filósofo do contemporâneo!
homem que sabe pôr a mulher em seu lugar!
que sabe reconhecer os falsos intelectuais!
revigora o caderno "Ilustrada" da Folha!

(quando meu pai morreu
todos vieram ao enterro
e me abraçaram.
isso precisa ser dito!)

álvaro pereira júnior, messias dos jovens!
guia do futuro! líder infalível e apolítico! senhor do bom gosto e do bom tom!
enobrece o caderno "Ilustrada" da Folha!

ferreira gullar, poeta do porvir!
garrote das palavras! ancião da seriedade! homem renascido e bom!
amadurece o caderno "Ilustrada" da Folha!

marcelo coelho, analista do cotidiano!
rei do pormenor! embaixador da ciência belíssima!
obedece ao caderno "Ilustrada" da Folha!

contardo calligaris, psicólogo do absurdo!
mestre dos sonhos! senhor das acácias!
psicanalisa o caderno "Ilustrada" da Folha!

drauzio varela, doutor dos venenos!
conde da miséria! humanitário do destino!
cura o caderno "Ilustrada" da Folha!

chega o fim
desse poema
e desse engodo:
era um cavalo de tróia.

ó Deuses do cotidiano terrível
deixem-me dizer:
Eu vos perdôo!

sei que o que escrevem é trabalho
e que todos já fizemos coisas terríveis
pelo pão.

perdôo de pondé o machismo
e a vigarice
e a baixaria.

perdôo de joão a deselegância
a desonestidade
o desbunde.

perdôo de contardo o genérico
o enfadonho
o cansativo.

perdôo de coelho o desinteresse
os achismos
a mediocridade.

perdôo de varela os exageros
e a chatice
ainda que bem intencionada (??).

perdôo de álvaro a burrice
a velhice
o atraso.

perdôo de gullar a traição
o horror terrível de cada uma de suas rugas senis.

mas a verdade
é que não perdôo nenhum
e o mundo será melhor sem vocês.

20110831

isso não é um manifesto nem mesmo uma obra é só

sempre quis escrever ("criar") algo que verdadeiramente incomodasse ao próximo
não se sabe se isso se alcança com imagens grotescas e perturbadoras ou com uma sintaxe desnivelada entortante de-mente
(nem se sabe se isso se alcança)
(nem o que é grotesco)
o caminho talvez seja como dizem amigos uma perturbação política seguindo a máxima (capitalista) de que o órgão mais sensível do mundo é o bolso
bando de frouxos sem sexo
talvez seja o ad hominen ou a edição despudorada da foto de familiares com cacetes arrombando orelhas
ou então o estupro real das mães do público-alvo e o relato flaubertiano da experiência: "Todas as famílias são infelizes, principalmente você."

"Mariazinha, a filha do governador, um dia foi para a montanha. Seu pai achava que ela precisava de ar puro e natureza para ser mais feliz & contente & saudável. Lá chegando bebeu da água límpida do rio e observou as estrelas e então se transformou em um urso e defecou até que uma montanha de bosta ganhasse vida e engolisse a cabeça de todos os grilos (que na verdade eram os rivais políticos do supracitado governador) que por lá coaxavam. Foi reeleito assim sem mais delongas e agradeceu ao senhor lucifer pela graça alcançada sodomizando sua filhinha repetidas vezes com um ventilador de quatro pás. Vida longa ao governador!!"

os alvos fáceis
a falsa luta de classe de todos os coxinhas
meu pau é uma beterraba coberta de fungos usado/a apenas para bater em policiais que dormem. a lei não devia dormir.

minha revolução pessoal é a não capitalização das palavras "deus", "gozo" e "são paulo". isso basta. a revolução verde de cada um, pois se todos nós plantarmos árvores bonitas os viados vão parar de dar o cu. a revolução a revolução a revolução será um parquinho.

veremos vamos ver a salvação de todos nós a salvação de todos nós a salvação dos nossos pés. sem pés não se anda e andar é importante o retardado sempre alcança.

"Todo homem tem direito a uma mulher." a distribuição igualitária de cus. todos queremos cus. os nossos não nos bastam. toda mulher tem direito a um cu.

perguntei aos meus 3 conselheiros espirituais (um comentarista político, um artista e um líder religioso) como alcançar meus objetivos. em jogral-fonético, disseram que a coisa mais assustadora e ofensiva que se pode dizer a alguém é "eu te amo" e foi isso que eu fiz. se apaixonaram por mim e brigaram pelo direito de chupar o meu cacete. foi medíocre.

(na verdade só quero salvar a áfrica. sou o bono vox da verdade. eu amo vocês.)

(não sei o que fazer.)

ora hora. tudo que eu escrevo é status quo. espero que sim. adoto os seus filhos indesejados no tarot. eu sou uma boa pessoa. por ora só. ora.

vagabundeio.