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20090407
Transferência
NÓS SOMOS TODOS A RAÇA HUMANA E POR ISSO SOMOS UM SÓ ENTÃO ME SEGUREM POR FAVOR ENQUANTO EU TENTO DIZER QUE TODOS TODOS TODOS IMPORTAMOS NINGUÉM ESTÁ SOZINHO TUDO NOS UNE A ARTE NOS UNE O AMOR NOS UNE A DOR NOS UNE A HUMANIDADE É UM CORDÃO E ISSO É UMA DEDICATÓRIA A TODOS VOCÊS EU QUERO QUE fique tudo claro.
isto é:
guilherme assis,
humanidade,
manifesto,
reckoner,
sinceridade,
tio joão,
união
20081225
Romance #29 (ou: Os Primos)
29 minutos de depressão antes que a moça pudesse fazer qualquer coisa que quisesse fazer, antes que qualquer um de nós pudesse tocá-la, antes que meus dedos caíssem ou qualquer coisa do tipo. Não sei direito como contar isso a meus netos, a sensação é estranha, como a de um músico que improvisa sem nunca ter tocado - um saxofonista ao piano, algo do tipo, não sei. Sei que o bar não era grande o suficiente e ela brilhava de um jeito antinatural e ridículo.
29
dedos
Se essa moça
se essa moça
fosse minha
eu fazia
eu fazia
ela amar
para sempre
para sempre
os meus olhos
e botava ela na cama
pra olhar.
dedos
A M U S É
com a moça inscrita.Se essa moça
se essa moça
fosse minha
eu fazia
eu fazia
ela amar
para sempre
para sempre
os meus olhos
e botava ela na cama
pra olhar.
Nunca mais nos vimos, mas os frutos estão por aí: é só olharem para cima, acredito, e ficará evidente. Beijem sempre, sem parar, e fim.
[permute sempre aquilo criado pelo criador: o resultado será inútil. nenhum desses é real, nenhum desastre deles - ela foi dilacerada por vampiros, creio - é tocante, são binários, reprodução assistida, apenas, etc. no fim, aquilo de valor é o acaso - a pressa impulsionada pelos 29 minutos de bateria restantes que leva a criar algo diferente do pensado - a magia da espontaneidade!, - ou então os dedos que tremem e monalisam. os nomeados - julia e rafael, diz-se -, no entanto, são só labirinto (prosópopo) de pontuações; são só - e só - construtos, ainda esperando, como sempre, alguma destruição posterior que os liberte: o olhar de quem acompanha e não se emociona.]
isto é:
amor,
crepúsculo,
guilherme assis,
metalinguagem,
poesia,
pós-modernismo,
tio joão
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