Mostrando postagens com marcador haikai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador haikai. Mostrar todas as postagens
20110807
20110715
haicai para anular o tema:
chega de cinturas
de falar de nosso jogo
que dia bonito!
de falar de nosso jogo
que dia bonito!
isto é:
haicai,
haikai,
haiku,
monotemático,
nulo,
quase-haicai,
ricardo miyada
20110612
de inverno.
tá frio pra cacete
eu sinto falta na cama
daquela sua cor
* * *
vento na goela
esqueceu o cachecol
gelando sem volta
* * *
tem água no chão
ou o piso está gelado
coloco o chinelo
isto é:
haicai,
haikai,
haiku,
imagem é tudo,
japão,
manhã de sol e muito frio,
ricardo miyada
20110609
haikubes
regras:
jogar um dado por vez. as palavras serão colocadas no primeiro verso até que as silabas ultrapassem o seu limite (5). caso uma palavra extrapole o limite, ela será colocada no segundo verso e por aí vai. quem completar o haikai primeiro (5-7-5) ganha a partida. ao fim, pode-se organizar a ordem das palavras (apenas dentro dos versos!). Eis os resultados (não marcamos quem ganhou qual partida):
primeira partida:
r:
hero sang with grace
that gentle between licks waste
finger across heart
h:
what blows noodle hand
sneaky me our promises
science hot sister
segunda partida:
h:
if me brother boy
wet prick shot the heavy peace
a body before
r:
it's my home, her stay
for thunder to lofty ass
slowly her ritual
terceira partida:
r:
they consume noodle
grand body oozing around
to mouthful yelled shot
h:
who finally charm
pregnant ritual spiral eyes
lofty never blows
quarta partida:
h:
spiral war with me
biting trouble to her limbs
the lame fertile boy
r:
for radical point
sour brother on science
its my promises
quinta partida:
r:
science mouthing muck
our gleeful girl – that one piece
precious wet giant
h:
greased hero between
alternate violet as
they dancing ritual
sexta partida:
h + r:
jogar um dado por vez. as palavras serão colocadas no primeiro verso até que as silabas ultrapassem o seu limite (5). caso uma palavra extrapole o limite, ela será colocada no segundo verso e por aí vai. quem completar o haikai primeiro (5-7-5) ganha a partida. ao fim, pode-se organizar a ordem das palavras (apenas dentro dos versos!). Eis os resultados (não marcamos quem ganhou qual partida):
primeira partida:
r:
hero sang with grace
that gentle between licks waste
finger across heart
h:
what blows noodle hand
sneaky me our promises
science hot sister
segunda partida:
h:
if me brother boy
wet prick shot the heavy peace
a body before
r:
it's my home, her stay
for thunder to lofty ass
slowly her ritual
terceira partida:
r:
they consume noodle
grand body oozing around
to mouthful yelled shot
h:
who finally charm
pregnant ritual spiral eyes
lofty never blows
quarta partida:
h:
spiral war with me
biting trouble to her limbs
the lame fertile boy
r:
for radical point
sour brother on science
its my promises
quinta partida:
r:
science mouthing muck
our gleeful girl – that one piece
precious wet giant
h:
greased hero between
alternate violet as
they dancing ritual
sexta partida:
h + r:
20110529
hum hinstante:
o pé tão gelado
o desejo de sorver-te
os prédios brilhantes
o desejo de sorver-te
os prédios brilhantes
isto é:
elevado a três,
haicai,
haikai,
haiku,
manhã de sol e muito frio,
ricardo miyada
20110219
cotidianas 3.
isto é:
cotidiano,
direitos do autor,
haicai,
haikai,
haiku,
poesia ruim,
ricardo miyada,
sujeira,
vídeo
20101225
haicu
se lhe como a bunda
é porque adoro bunda
adoro você
é porque adoro bunda
adoro você
isto é:
haicai,
haikai,
haiku,
imagem é tudo,
ricardo miyada,
tudo é belo,
tudo é sexo
20101025
Gorila Zé Moleiro
O gorila Zé Moleiro perdeu um dente comendo côco. Mandaram, a mando do guarda-jaula, chamar um dentista que pudesse fazer implante. De forma alguma encontrar um odonto seria problema, mas o diretor do zoológico chiou. Zé Moleiro permaneceu banguela, entristecido.
Quando começou a sentir mais falta, olhou primeiro para o seu dedo mais portentoso. Unha portentosa também, perigo a vista... mas Zé Moleiro era curioso e no buraco escavado aprumou o dedão, que machucou a gengiva.
Aí sim, sentiram que ele afligira-se. Não havia uma única bananeira na propriedade de Zé Moleiro, a “jaula” assim dizem, e bananas só em rações periódicas. Zé pensara em estancar o buraco com uma massa mastigada e ele ficou bem, bem irado ao se ver sozinho e desolado.
Quebrou as barras, desculpou-se com seu zelador Pedro e fugiu de vez, aputecido com o descaso e louco por algo que lhe estancasse a dor. Chupou um sorvete que pegou na padaria e com isso se viu calmo o suficiente a buscar um dentista.
Dr. Bicudo o recebeu sem constrangimentos maiores, apenas um incômodo causado pelo bafo de Zé. O procedimento foi simples e no final os dois se sentaram para uma conversa informal. Zé Moleiro expressou suas convicções, especialmente àquelas referentes a administração e Bicudo ouviu atento, pois eram poetas.
- Mas...veja bem, Moleiro – disse enquanto se reclinava e passou os dedos na coxa, para tirar alguns fiapos – Alguma vez pediram ou disseram que a função sua seria exibir os dentes? Não é fato que sua graça está antes no movimento pela jaula e similitude conosco? Por que haveria o diretor de gastar bom dinheiro público em dente que ficaria – se o Sr. se comportasse com o decoro exigido – oculto na maior parte do tempo? O senhor é vaidoso! Vaidoso e egoísta! Um vaidoso mimado! Deveria arrancar-lhe de volta o pivô e puxar mais alguns em companhia! Ladrão vaidoso!
O doutor balançou as mãos e cadeira enquanto percebia o quão patife ele parecia, ali querendo consertar o que não precisa ser consertado, e seu ataque foi feito com orgulho cívico e um pouco de medo (afinal, era um gorila); não obstante, Zé Moleiro absortou-se em alguma vergonha – pois também tinha algo de Homem - e saiu, honesto, desapontado. Ao dobrar esquina, cravou os molares numa moça de bijuteria e perdeu todos eles e ela; viu o pivô incrustado (que gorila usa pivô?) ali no pescoço caído da moça que era bonita mas não forte o suficiente e, criminoso, voltou-se à jaula.
Enquanto isso o doutor se levantou, passou os olhos pelos livros do consultório na estante como que para mostrar erudição e em pose acabou tendo que sorrir para si mesmo e olhar para os lados. Triunfo em haikai!
macaco safado
mostra sua malvadeza
metendo no bolso
Quando começou a sentir mais falta, olhou primeiro para o seu dedo mais portentoso. Unha portentosa também, perigo a vista... mas Zé Moleiro era curioso e no buraco escavado aprumou o dedão, que machucou a gengiva.
Aí sim, sentiram que ele afligira-se. Não havia uma única bananeira na propriedade de Zé Moleiro, a “jaula” assim dizem, e bananas só em rações periódicas. Zé pensara em estancar o buraco com uma massa mastigada e ele ficou bem, bem irado ao se ver sozinho e desolado.
Quebrou as barras, desculpou-se com seu zelador Pedro e fugiu de vez, aputecido com o descaso e louco por algo que lhe estancasse a dor. Chupou um sorvete que pegou na padaria e com isso se viu calmo o suficiente a buscar um dentista.
Dr. Bicudo o recebeu sem constrangimentos maiores, apenas um incômodo causado pelo bafo de Zé. O procedimento foi simples e no final os dois se sentaram para uma conversa informal. Zé Moleiro expressou suas convicções, especialmente àquelas referentes a administração e Bicudo ouviu atento, pois eram poetas.
- Mas...veja bem, Moleiro – disse enquanto se reclinava e passou os dedos na coxa, para tirar alguns fiapos – Alguma vez pediram ou disseram que a função sua seria exibir os dentes? Não é fato que sua graça está antes no movimento pela jaula e similitude conosco? Por que haveria o diretor de gastar bom dinheiro público em dente que ficaria – se o Sr. se comportasse com o decoro exigido – oculto na maior parte do tempo? O senhor é vaidoso! Vaidoso e egoísta! Um vaidoso mimado! Deveria arrancar-lhe de volta o pivô e puxar mais alguns em companhia! Ladrão vaidoso!
O doutor balançou as mãos e cadeira enquanto percebia o quão patife ele parecia, ali querendo consertar o que não precisa ser consertado, e seu ataque foi feito com orgulho cívico e um pouco de medo (afinal, era um gorila); não obstante, Zé Moleiro absortou-se em alguma vergonha – pois também tinha algo de Homem - e saiu, honesto, desapontado. Ao dobrar esquina, cravou os molares numa moça de bijuteria e perdeu todos eles e ela; viu o pivô incrustado (que gorila usa pivô?) ali no pescoço caído da moça que era bonita mas não forte o suficiente e, criminoso, voltou-se à jaula.
Enquanto isso o doutor se levantou, passou os olhos pelos livros do consultório na estante como que para mostrar erudição e em pose acabou tendo que sorrir para si mesmo e olhar para os lados. Triunfo em haikai!
macaco safado
mostra sua malvadeza
metendo no bolso
isto é:
ecologia,
gorila,
haikai,
honestidade,
humanidade,
justiça,
mundo animal,
sociedade aleatória,
Swordfishtrombone,
zoologia
20100415
Assinar:
Postagens (Atom)

