20110627
Frejk de Groot, o homem mais desinteressante do mundo
20110411
Peter Koor: Transcrição [parcial] da master class na Expo Roojlund 2010
(...) Basicamente, tudo que me dá vontade de trepar, é o que eu vejo e ouço, atualmente. Ou tudo me dá vontade. Pode ser, também.
Peitos, sim, mas disso eu (...)
(...) Então você pega o metal, a calça de couro, só voltando: outro dia eu liguei na Disney Channel, que eu gosto de desenho, televisão, etc. E eu vi um enlatado adolescente, não sei, eu poderia chamar de juvenil, protagonizado por metaleiros.(...) Se era, se não era, não sei, mas produção comprada eles passam também? Devia ser da Disney mesmo.
Steven Tyler virou o Mickey, bem feito. O metal sempre foi um pouco imbecil. Acho que é só uma volta, não é? Continuação, ciclo, essas coisas circulares. Alguém já teve medo de verdade de algum metaleiro? Hêh, hêh. Heh, hêh. (OBS: continuação da resposta não audível)
(...)
Não.
(...)
Sim, é um trabalho solo, mesmo tendo sido feito com eles.
Não posso concordar com você. É uma questão de moldura, é como... não gosto de esportes, mas é como o tênis. EU fiz o ponto, EU quebrei o serviço dele, sim? Claro que se há um serviço quebrado, alguém serviu, e sem ele não há, mas... quem concluiu, quem amarrou? Percebe? A diferença é que, no meu caso, eles todos já sabiam que o serviço deles seria quebrado.
(...) Quanto à Holanda, por lá acredito que vá tudo bem.
20090504
ABR. 07
[...]
PETER: A questão dos loops e sintetizadores não nos interessa mais desde o Kapitan Gaespajer [álbum lançado em 2005, último a contar com a participação de Johan van der Keuken, vocalista original da banda]. Pratos e jarras já deram nos nossos cornos.
JL: Mesmo considerando que a instrumentação eletrônica poderia ser usada para muitas outras coisas?
PETER: Não vejo outra aplicação prática, no atual estágio da música. Quero dizer, você pode juntar sua meia dúzia de egos, fingir uma guitarra num programa de computador qualquer e lançar sua banda-indivíduo no Myspace. Mas falta a barba, os tendões.
JL: Usar sintetizadores para simular o som de louça quebrando não parece um retrocesso? É uma emulação de algo que poderia ser feito em estúdio...
PETER: Não é retrocesso. Economizamos louça e podemos compor melodias que nem o pivete mais arteiro poderia produzir. Agora, o sujeito que faz sua própria banda sozinho e lança no Myspace seu trabalho masturbatório está economizando amor, amizade e interatividade. As bases de uma boa música. Eu não gosto disso.
[...]
MAR. 08
Encontramos Peter em seu atelier/estúdio em Aarhus, Dinamarca. De cabelos raspados, ele concedeu uma longa entrevista de duas horas e meia.
[...]
PETER: Meu trabalho no último disco foi bem simples: mandá-los à merda. Dá até pra ouvir em uma ou duas faixas, se você prestar bastante atenção.
JL: Você diz, botando pra quebrar?
PETER: Não, estourando as cordas de propósito e xingando o Jan [Danspoorj, guitarrista do Fem Familien Faasborgel]. Pelo caráter documental do negócio, a banda decidiu usar o primeiro take.
[...]
20090221
Vida e obra de Andréia "Patsy" Vilermierskaia
Entre sessenta e setenta, retomou o hábito dos chocolates, suspirando a cada Chokito pelo poema tuberculoso que lhe faltara. Com 74, confiando em sua sina amaldiçoada, preencheu páginas e páginas com
O PASSAGEIRO
INSTANTE
DO PASSA GEIRO
PASSA, GENTE, PASSA
FOSTE Belo
sequóia és. ramo brotinho salada de chuchu e pavê holandês
ai, que me dói o coração
sentir esse calor
quando com esse fulgor
faço anotação
caramanchão, meu pão!
Descobriu que era péssima depois do veredicto de Dorinha. Quis morrer e não se foi, “oh, crueldade do Destino” foi o que pronunciou no ano novo de 2039. Aprendeu a assobiar e estudou plantas diversas. Morreu em visita à Dinamarca, de causas desconhecidas, sem completar a nova coleção Grandes Clássicos Folha de S. Paulo, aos oitenta e seis anos.