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20131210
20091207
Prisioneiros do papel.
Quando Kafka disse que os homens eram prisioneiros dos papéis de escritório queria ele dizer que os homens eram vítimas da própria burocracia e sistematização [vide O Processo], que, muitas vezes, não quer dizer nada. Só hoje entendi que kafka, eu, meus amigos, todos nós que nos julgamos livres dos papéis de escritório, estamos ainda mais presos por outro tipo de papel, que gruda em nossas Almas e em nossa mente e acaba com qualquer chance de pensamento limpo, puro, nosso.
O tigre que me engole é de papel e é essa porra de literatura.
à merda!
O tigre que me engole é de papel e é essa porra de literatura.
à merda!
isto é:
aditivos químicos,
entendi,
epifania,
kafka,
paralisia,
ricardo miyada
20090702
Um dia em prelúdio
'... nenhum, mesmo, claro que não' coçando a ponta esquerda do bigode mal aparada, pela porta do fundo do ginásio se vêem tênis zarpando, suados. 'Nem na Espanha nem na Irlanda.'
'Você que pensa. Sério. Dinheiro não é tudo.'
'I---há!'
'Calaboca, a gente tá conversando, é sério.'
'Não acredito que cê vai discutir com ele...'
'Calaboca!-- mesmo, tem aquele cara lá, Igor sei lá, acho que ele...'
'Você não viu quando ele caiu do cavalo? Ridículo, patético, agressivamente vergonhoso - tente de novo.'
'Porra.' Há pedaços de pele inchando mucosamente na palma da mão enquanto ele gesticula militarmente, sua voz subindo um tom a cada três sílabas 'Isso foi uma vez, e parece que ele tava doente! E nem é esse o ponto, só acho arrogante'
'Não é arrogância,' de ponta cabeça 'é só que eu realmente não acho que' escuro 'nenhum deles seja melhor. E não é dinheiro. Não exclusivamente.'
'Cabou a força?' Um timbre levemente diferente (sobrenatural) indicando um resquício de temor infantil escapando da autoconfiança, som asqueroso de remexer em colchões ásperos.
'Tá com medinho? E eu só quis dizer que você não é tão bom assim.'
'Sou sim. E isso será confirmado de maneira praticamente científica - acredito que todos concordemos que o acaso é razoavelmente desprezível numa competição de nível internacional - ano que vem.'
'Vamo sair daqui?'
'Meu pai só chega daqui uns 15 minutos.'
'Não quer esperar lá fora?' O ar escapa rápido demais.
'Não.'
'Você que pensa. Sério. Dinheiro não é tudo.'
'I---há!'
'Calaboca, a gente tá conversando, é sério.'
'Não acredito que cê vai discutir com ele...'
'Calaboca!-- mesmo, tem aquele cara lá, Igor sei lá, acho que ele...'
'Você não viu quando ele caiu do cavalo? Ridículo, patético, agressivamente vergonhoso - tente de novo.'
'Porra.' Há pedaços de pele inchando mucosamente na palma da mão enquanto ele gesticula militarmente, sua voz subindo um tom a cada três sílabas 'Isso foi uma vez, e parece que ele tava doente! E nem é esse o ponto, só acho arrogante'
'Não é arrogância,' de ponta cabeça 'é só que eu realmente não acho que' escuro 'nenhum deles seja melhor. E não é dinheiro. Não exclusivamente.'
'Cabou a força?' Um timbre levemente diferente (sobrenatural) indicando um resquício de temor infantil escapando da autoconfiança, som asqueroso de remexer em colchões ásperos.
'Tá com medinho? E eu só quis dizer que você não é tão bom assim.'
'Sou sim. E isso será confirmado de maneira praticamente científica - acredito que todos concordemos que o acaso é razoavelmente desprezível numa competição de nível internacional - ano que vem.'
'Vamo sair daqui?'
'Meu pai só chega daqui uns 15 minutos.'
'Não quer esperar lá fora?' O ar escapa rápido demais.
'Não.'
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