" Mas ela é uma terrorista e uma mentirosa, filho, como alguém poderia votar nela? Nunca que eu votaria. "
' Terrorista contra quem? '
" Uma terrorista, uma mentirosa! "
' Contra quem? Por quê? '
" Contra a ditadura... "
' E isso é ruim? '
" Ela participou de sequestros! "
' Sim, imagino. '
" Uma terrorista! "
' Me parece razoável. Não ótimo, nem bom, mas razoável. Mais razoável que o entreguista do diretório dos estudantes. '
" Ele, entreguista? De onde você tirou isso? "
' Não foi dos jornais, né. Você viu que saiu naquela revista uma entrevista dum ex-torturador da ditadura a acusando disso aí que você tá falando. '
" Porque é verdade! "
' Mãe, um ex-torturador! '
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20101004
20100323
Manifesto "Porra na cara"!
Que pau de arara o quê? Porra na cara!
Ela ajoelhada me olha nos olhos me chama com jeito e eu vou bem na cara dela esporro-a no olho nas narinas em tudo! Ela tem nojo[ sei e vejo isso no jeito como enruga a cara toda ]mas sorri finge gostar engole um pouco da porra e diz que me ama.
Porra literatura porra! As artes têm que ser um jorro seminal na face dos pobres coitados que a recebem esperançosos! Têm que preencher tudo não deixar nada vazio enfiar-se pelo nariz até o cérebro
tem que ser gozo pra quem goza e gozo sofrido pra quem recebe.
Porra na cara porra!
Eu o masturbo eo chupo e sinto que alguma coisa vai rolar ele aperta meu braço com força e puxa minha cabeça pra longe e bum na minha cara no meu rosto nos meus olhos nas minhas narinas em meu tudo! Tenho nojo mas faço cara de quem gosta e ele me acha safada por causa disso e morre de tesão.
Ora nem sei por onde começar! Foda-se, engulam.
Ela ajoelhada me olha nos olhos me chama com jeito e eu vou bem na cara dela esporro-a no olho nas narinas em tudo! Ela tem nojo[ sei e vejo isso no jeito como enruga a cara toda ]mas sorri finge gostar engole um pouco da porra e diz que me ama.
Porra literatura porra! As artes têm que ser um jorro seminal na face dos pobres coitados que a recebem esperançosos! Têm que preencher tudo não deixar nada vazio enfiar-se pelo nariz até o cérebro
tem que ser gozo pra quem goza e gozo sofrido pra quem recebe.
Porra na cara porra!
Eu o masturbo eo chupo e sinto que alguma coisa vai rolar ele aperta meu braço com força e puxa minha cabeça pra longe e bum na minha cara no meu rosto nos meus olhos nas minhas narinas em meu tudo! Tenho nojo mas faço cara de quem gosta e ele me acha safada por causa disso e morre de tesão.
Ora nem sei por onde começar! Foda-se, engulam.
20100202
ACABOU A REPÚBLICA DE VEZ, AGORA!
ESTE É O ÚLTIMO POSTE DA REPÚBLICA DOS CABAÇOS!
isto é:
américa latina,
amor,
é tudo verdade,
ricardo miyada
20090817
Linguística, I
Em Portugal que o mouse é rato, que as palavras são traduzidas mais que incorporadas.
Faz sentido.
Eles foram do latim, do galego, eles fizeram um país e uma língua e, à nós, foi imposta como nos foram as pessoas do mundo todo, inclusive nós mesmos. Eles têm orgulho porque falam aquilo que eles são; eles têm uma língua só deles.
A gente tem todas.
Faz sentido.
Eles foram do latim, do galego, eles fizeram um país e uma língua e, à nós, foi imposta como nos foram as pessoas do mundo todo, inclusive nós mesmos. Eles têm orgulho porque falam aquilo que eles são; eles têm uma língua só deles.
A gente tem todas.
20090712
Nelson Pereira dos Santos Está Vivo
NELSON PEREIRA DOS SANTOS -
Rsrsrs...umas três pessoas se assustaram e me perguntaram: "Que?! Mas ele não morreu?!". Quase respondi que, cinematograficamente, sim, depois de 'Brasília 18%' (que é uma piada só, filmeco pra mostrar os peitos da Bruna Lombardi)...mas Nelson acaba de completar 80 anos e vem recebendo várias homenagens mundo afora, mas a de ontem foi, ele disse, especial, porque ele nasceu aqui, então era o povo dele.
Aqui vão duas coisas que ele disse MESMO ontem:
"Eu prefiro ser cabeludo por dentro!"
- quando inquirido pelas Autoridades se não era ele também um cineasta barbudo e cabeludo.
"Me irrita muito essa história de que agora...bom, cinema não é mais cinema, agora é tudo 'audiovisual'. Mas me digam uma coisa, teatro não é um meio audiovisual também?"
ALGUMAS PERGUNTAS ENDEREÇADAS AO CINEASTA HOMENAGEADO:
"Afinal, o cinema americano dos começo dos anos 60 viu o surgimento de um grupo de cineastas independentes que buscavam outro tipo de cinema, não é mesmo?, Cassavettes, até mesmo o Andy Warhol, todos faziam um cinema mais livre, da mesma forma que aos poucos foi acontecendo na França, quando começam a fazer filmes os já-clássicos Truffaut, Godard, Chabrol, o grupo que ficou conhecido como 'nouvelle vague', então, bom, pensando nesse sentido, me diga: o senhor gosta de caqui?, enfim, queria que você falasse um pouco sobre a sua relação entre a narrativa em si e a produção. O que é que vem antes: a idéia ou a produção? "
- estudante de comunicação da Unesp
"Os cineastas aqui no Brasil até a década de sessenta eles eram, podemos dizer, meio marginais, aliás, o intelectual no Brasil sempre foi marginal , nunca teve assim um reconhecimento e voz na sociedade [suprimido da pergunta depois que Nelson&Cia evocam os modernistas]. Mas aí chega nos anos sessenta, cinema novo e tal, o cineasta ganha uma nova postura, um novo lugar na sociedade, pode ter voz [...] e você poderia falar um pouco sobre como era assim trabalhar com o Glauber Rocha, como ele era?
- estudante de história da (?)
Nelson respondeu a perguntas durante mais de uma hora e parecia bem disposto. Arriscaria dizer que tomara um bom café da manhã e que um delicioso jantar cheio de honras o esperava.
Rsrsrs...umas três pessoas se assustaram e me perguntaram: "Que?! Mas ele não morreu?!". Quase respondi que, cinematograficamente, sim, depois de 'Brasília 18%' (que é uma piada só, filmeco pra mostrar os peitos da Bruna Lombardi)...mas Nelson acaba de completar 80 anos e vem recebendo várias homenagens mundo afora, mas a de ontem foi, ele disse, especial, porque ele nasceu aqui, então era o povo dele.
Aqui vão duas coisas que ele disse MESMO ontem:
"Eu prefiro ser cabeludo por dentro!"
- quando inquirido pelas Autoridades se não era ele também um cineasta barbudo e cabeludo.
"Me irrita muito essa história de que agora...bom, cinema não é mais cinema, agora é tudo 'audiovisual'. Mas me digam uma coisa, teatro não é um meio audiovisual também?"
ALGUMAS PERGUNTAS ENDEREÇADAS AO CINEASTA HOMENAGEADO:
"Afinal, o cinema americano dos começo dos anos 60 viu o surgimento de um grupo de cineastas independentes que buscavam outro tipo de cinema, não é mesmo?, Cassavettes, até mesmo o Andy Warhol, todos faziam um cinema mais livre, da mesma forma que aos poucos foi acontecendo na França, quando começam a fazer filmes os já-clássicos Truffaut, Godard, Chabrol, o grupo que ficou conhecido como 'nouvelle vague', então, bom, pensando nesse sentido, me diga: o senhor gosta de caqui?, enfim, queria que você falasse um pouco sobre a sua relação entre a narrativa em si e a produção. O que é que vem antes: a idéia ou a produção? "
- estudante de comunicação da Unesp
"Os cineastas aqui no Brasil até a década de sessenta eles eram, podemos dizer, meio marginais, aliás, o intelectual no Brasil sempre foi marginal , nunca teve assim um reconhecimento e voz na sociedade [suprimido da pergunta depois que Nelson&Cia evocam os modernistas]. Mas aí chega nos anos sessenta, cinema novo e tal, o cineasta ganha uma nova postura, um novo lugar na sociedade, pode ter voz [...] e você poderia falar um pouco sobre como era assim trabalhar com o Glauber Rocha, como ele era?
- estudante de história da (?)
Nelson respondeu a perguntas durante mais de uma hora e parecia bem disposto. Arriscaria dizer que tomara um bom café da manhã e que um delicioso jantar cheio de honras o esperava.
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