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20110411

Peter Koor: Transcrição [parcial] da master class na Expo Roojlund 2010

(...) Basicamente, tudo que me dá vontade de trepar, é o que eu vejo e ouço, atualmente. Ou tudo me dá vontade. Pode ser, também.

Peitos, sim, mas disso eu (...)

(...) Então você pega o metal, a calça de couro, só voltando: outro dia eu liguei na Disney Channel, que eu gosto de desenho, televisão, etc. E eu vi um enlatado adolescente, não sei, eu poderia chamar de juvenil, protagonizado por metaleiros.(...) Se era, se não era, não sei, mas produção comprada eles passam também? Devia ser da Disney mesmo.

Steven Tyler virou o Mickey, bem feito. O metal sempre foi um pouco imbecil. Acho que é só uma volta, não é? Continuação, ciclo, essas coisas circulares. Alguém já teve medo de verdade de algum metaleiro? Hêh, hêh. Heh, hêh. (OBS: continuação da resposta não audível)

(...)

Não.

(...)

Sim, é um trabalho solo, mesmo tendo sido feito com eles.

Não posso concordar com você. É uma questão de moldura, é como... não gosto de esportes, mas é como o tênis. EU fiz o ponto, EU quebrei o serviço dele, sim? Claro que se há um serviço quebrado, alguém serviu, e sem ele não há, mas... quem concluiu, quem amarrou? Percebe? A diferença é que, no meu caso, eles todos já sabiam que o serviço deles seria quebrado.

(...) Quanto à Holanda, por lá acredito que vá tudo bem.

20100727

entrevista.

pergunta:
Quantas mulheres você já?
Resposta:
6/19

pergunta:
o que significa cada um dos números?
Resposta:
6 virgindades 19 feitas

pergunta:
e qual a sua opinião sobre isso? é um bom número? As virgens são melhores do que as "feitas"?
Resposta:
eu prefiro as virgens por causa do elo criado
elas dão mais importância a cada toque
seus suspiros são mais fundos

pergunta:
sempre?
Resposta:
sempre
elas tremem
te apertam como se tentassem agarrar o hímen

pergunta:
isso é bom?
Resposta:
aumenta a dramaticidade

pergunta:
pouco drama, pouco prazer?
Resposta:
se eu procurasse só prazer
eu me masturbaria
minha mão me conhece mais do que qualquer mulher
talvez só a Lara conheça melhor

pergunta:
Prazer não é só o orgasmo ou o gozar, enfim
estou falando de Prazer no sentido mais amplo. Você pode ter Prazer com qualquer tipo de experiência estética, não necessariamente sexual
Resposta:
então prazer é uma fórmula na qual drama é um variável chave para mim

pergunta:
Faz sentido.

pergunta:
Você se incomoda se eu publicar essa breve entrevista? Obviamente, omitindo ambos nossos nomes e afins.
Resposta:
uahsuahsu se vc me mandar como vai ficar
e eu aprovar sim

pergunta:
uai, não é difícil imaginar
Resposta:
mas só falando assim
n sei se concordo

pergunta:
Eu mudo o meu nick pra "pergunta" e o seu para "Resposta"
troco Lara por Rebeca
E acho que é só.


Resposta:
vc vê algum problema em me mandar antes de publicar?
e eu só falo sim ou não?

pergunta:
Me incomodo um pouco, porque eu não preciso pedir de verdade pra você pra publicar isso.
Não gosto de me sentir previamente censurado

Resposta:
realmente
pergunta:
Mas você pode ser o primeiro a ver e eu te dou total poder de veto.

Resposta:
então pronto

20091022

Por mais caracteres no post (ou "vai assim, mesmo")

É peso na consciência, não. Não, não, é só o meu estômago.


Eu tinha ligado para o Artur naquela noite, mas ele ia sair, não sei com quem. Eu liguei pra outras pessoas, também e ele que saia com quem ele quiser, mas ninguém mais estava na cidade porque era feriado, então eu pedi uma pizza de calabresa e comi no sofá enquanto assistia a um filme dublado na TV. Eu comi quatro pedaços, o que é muito mais do que eu jamais vou deixar alguém saber que eu aguento, e deixei cair calabresa no sofá, mas deitei em cima, mesmo, e deixei o resto da pizza no chão pra comer depois. Não era nem meia noite e eu já tava dormindo.

Aí ele me acordou; ele ligou no meu celular e eram três e meia e só pelo jeito que ele disse alô, eu entendi (eu sempre entendo). Eu disse vem cá e desliguei o telefone e xinguei ele por vinte e cinco minutos até a campainha tocar. Ele que saia com quem ele quiser, mesmo, mas o filho da puta arruma as vadias dele e termina a noite sozinho e fica todo inseguro e deprimido. Aí ele me liga e eu digo vem cá e xingo ele por vinte e cinco minutos, às vezes mais, às vezes menos, eu xingo ele até a campainha tocar.

Você quer pizza, eu perguntei, e ele fez que sim e sentou e comeu tudo o que tinha sobrado, acabando com minhas perspectivas de ter um café da manhã decente. Aí ele limpou a boca na manga e não disse nada e enfiou a mão por baixo da minha blusa e me comeu no sofá sem tirar a roupa e foi embora. Eu fiquei ali, mesmo, e só depois de acordar é que eu me limpei.


E eu nem era sempre assim, se você quer saber. Quando eu resolvi vir pra São Paulo... Puts. Na verdade – e puta merda, você não ia acreditar –, tinha esse cara em Jarinu, o Renato, e ele era tipo meu melhor amigo, tipo essas coisas que a gente vê em filme e pensa puta que o pariu, isso nunca ia acontecer. A gente era amigo desde sei lá, uns cinco ou seis anos. Desde pirra. Mas amigo daqueles que acordam e já se encontram e não desgrudam até a hora de dormir, sabe? Amigo daqueles que brigam toda semana e choram a noite toda e no dia seguinte se encontram todo tímidos só pra ser amigo de novo. Amigo tipo amigo, mesmo.

Quando a gente tinha uns dezesseis, dezessete anos – e a gente nunca tinha namorado, porque acho que as coisas eram diferentes, ou só a gente é que era (e a cidade era pequena, também. Foda.) – aí ele corria atrás de mim na rua e eu fugia rindo e trombava com os pedestres. Ele vinha atrás querendo me pegar mas sem querer de verdade, e a gente dava voltas em pontos de ônibus até que ele me alcançava e me empurrava na grama e a gente se rolava no chão. Eu ria o tempo todo, quando estava com ele, e eu acho que realmente gostava dele. Talvez a gente se amasse, sei lá.

Eu sei que noutro dia (mas isso foi depois, eu já devia ter uns dezoito, foi logo antes de eu me mudar), noutro dia a gente foi na casa dele ver uns filmes e eu queria muito, sabe? Eu tinha dezoito anos e tava começando a me ligar, então eu queria mesmo. Mas a gente assistiu aos três Star Wars em sequência e tomamos muita, cara, muita vodka, mesmo. Ele tava malzão, sim, mas ele virou pra mim e me puxou com força e aquilo foi ruim demais. Eu deixei ele ser egoísta, sim. Eu deixei ele me segurar os braços, forçar minha boca, eu deixei ele tirar a minha roupa naquela noite e é capaz até que ele tenha gostado, mas quando eu fui pra casa dele eu queria muito, e aí ele estragou tudo, meu, ele estragou tudo.

20090504

Trechos de entrevistas com Peter Koor, baixista da banda "Fem Familien Faasborgel":

ABR. 07
[...]

PETER: A questão dos loops e sintetizadores não nos interessa mais desde o Kapitan Gaespajer [álbum lançado em 2005, último a contar com a participação de Johan van der Keuken, vocalista original da banda]. Pratos e jarras já deram nos nossos cornos.

JL: Mesmo considerando que a instrumentação eletrônica poderia ser usada para muitas outras coisas?

PETER: Não vejo outra aplicação prática, no atual estágio da música. Quero dizer, você pode juntar sua meia dúzia de egos, fingir uma guitarra num programa de computador qualquer e lançar sua banda-indivíduo no Myspace. Mas falta a barba, os tendões.

JL: Usar sintetizadores para simular o som de louça quebrando não parece um retrocesso? É uma emulação de algo que poderia ser feito em estúdio...

PETER: Não é retrocesso. Economizamos louça e podemos compor melodias que nem o pivete mais arteiro poderia produzir. Agora, o sujeito que faz sua própria banda sozinho e lança no Myspace seu trabalho masturbatório está economizando amor, amizade e interatividade. As bases de uma boa música. Eu não gosto disso.

[...]
MAR. 08

Encontramos Peter em seu atelier/estúdio em Aarhus, Dinamarca. De cabelos raspados, ele concedeu uma longa entrevista de duas horas e meia.

[...]

PETER: Meu trabalho no último disco foi bem simples: mandá-los à merda. Dá até pra ouvir em uma ou duas faixas, se você prestar bastante atenção.

JL: Você diz, botando pra quebrar?

PETER: Não, estourando as cordas de propósito e xingando o Jan [Danspoorj, guitarrista do Fem Familien Faasborgel]. Pelo caráter documental do negócio, a banda decidiu usar o primeiro take.

[...]